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domingo, 11 de maio de 2008

3:10 to Yuma - Os Indomáveis

Os filmes de "Western" ou Faroeste (far west) sempre estiveram no
imaginário de muitos, representação da dificuldade humana, heroísmo de
poucos, lado selvagem de muitos, capacidade de adaptação de alguns.
É basicamente cinema norte-americano, com uma pincelada italiana em décadas atrás, e pequenos chuviscos em outros países, até porque os cenários caracterizados durantes os tempos remontam a geografia norte-americana e história de colonização e expansão nas terras do primos ricos e desenvolvidos da américa do norte.
Geralmente os roteiros de tais filmes firmam pé em terreno seguro de brigas por terras, lutas por direitos em uma realidade hostil e lógico, destruir um mundo, montanhas e desfiladeiros pelo amor de uma senhorita com olhar meigo e pigmentação de pele à européia.
Lembro-me de quando criança assistir filmes de "western" com meu pai e vivenciando cada tristeza familiar, cada ato de heroísmo em prol do que lutavámos no dia-a-dia em casa, por algo melhor, uma vida melhor, uma transformação do hostil em algo bom, reconfortante.
E é essa visão tênue da relação familiar que foi retratada singularmente em
3:10 to Yuma, ou no Brasil, Os Indomáveis.
A percepção da visao do homem provedor em função de sua família, é colocada no ápice do desconforto nesse roteiro que remonta ao filme "Galante & Sanguinário" de 1957, ambas produções baseadas em estoria de Elmore Leonard, de 1953.
Os filhos de Dan Evans, Mark, o caçula e William Evans, amam seus pais porém William, o mais velho (14 anos), começa a enfrentar verbalmente seu pai quando este nao retalia a queima do celeiro da família; fato este que iniciará a abertura do início da ruptura familiar ou chance de Dan provar a familia que ele pode dar a volta por cima. As dificuldades financeiras, apoiadas ainda no trejeito manco de Dan, serão decisivos nos atos que se seguirão.
Dan Evans, desesperado para livrar o único bem familiar das dívidas em virtude da seca e estiagem local tentará o recurso final: ganhar dinheiro para levar um bandido famoso e temido a uma outra cidade.
Neste cenário foi criado o ambiente propício a uma "odisséia" pessoal de Dan Evans, muito bem caracterizado pelo sempre consisten ator Christian Bale.
A caracterização de personagens fortes e ambíguos é sempre marca em filmes de "Far West", e neste, a escolha de elenco, principalmente os personagens principais, Ben Wade e Dan Evans, foi tão importante como lapidar o roteiro a ficar tenso como ficou.
Homens que nao conseguem de alguma forma serem provedores no sentido material do termo, sempre estarão sujeitos a pressões externas. Essa característica da família rústica que se ajuda em todos os momentos de dificuldade hoje em dia é tão ridículo como aceitar que as mulheres aceitariam isso de forma incondicional.
A condição do "bem de consumo" como relação amorosa ou familiar é algo que beira o constrangedor. Nisto, somente o tempo dirá quem está certo.
No filme, o homem rústico falido que fará qualquer coisa por sua imagem perante os filhos e a esposa está ao pé do abismo do fim. Somente isso, o drama familiar e a relação pai e filho, herói e vilão é tão importante como nos sonhos dos filhos contemporâneos. O filho que vê ou quer ver o pai como seu herói, independente de qualquer outro fator, financeiro ou nao.
Canais Fontes:
Os Indomáveis (Crítica e Sinopese com fotos)
3:10 to Yuma (Site Oficial do Filme): http://www.310toyumathefilm.com/
Western (História)
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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

Eliéser Baco - direitos reservados na Biblioteca Nacional