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terça-feira, 6 de maio de 2008

Análise de texto - Uestop!


Boa tarde.

Como formando em letras analiso em várias matérias do curso, textos, de diferentes níveis, literários ou não.

Começarei com esta postagem uma análise de letras de algumas bandas de rock paulistanas.


Tudo que cerca a criação de algo é importante quando se percebe o resultado final, expansivo e melhor, traz algo de bom ao semblante.


Tentarei com humildade analisar letras com intuito único de melhorar a mim mesmo e minha percepção da nossa língua materna e do uso dela feito por músicos e letristas paulistanos. Eu enxergo neles qualidade, e por isso os escolhi, por achar eu no meu mínimo entendimento haver arte ali, arte pura e ainda não lapidada pelo senso comum.


Iniciarei por uma letra que diz muito do sentimento que percorre as veias de muitos seres, principalmente aqueles que têm o coração jovem, seja de que idade for.


Obrigado ao Blins - Vocal da Uestop - pela oportunidade


Como estudante peço a compreensão de todos para possíveis erros.

.............

Qual é a maneira certa de viver?

Pra que esperar senão vai adiantar,
Não sei porque você não vê
Tanta coisa pra pensar
E eu lí o seu retrato
Que me disse tantas coisas
Um tanto quanto abstrato

E eu tentei reparar
Na sua pele aquela cor
E no cheiro tão covarde
Que me envolvia sem pudor

Eu só quero entender
Eu só quero entender...
Qual é a maneira certa de viver?

Pra que esperar senão vai adiantar,
Não sei porque você não vê

Qual é a maneira certa de viver?
Qual é a maneira certa de viver?
Qual é a maneira certa de viver?
Qual é?
Qual é a maneira certa de viver?

Pra que esperar senão vai adiantar,
Não sei porque você não vê
Não sei porque não
Não sei, não sei não.
.................

O texto inicia-se por uma pergunta, assim como o título. A hesitação que se refere o início dá mostras do tormento que passa o personagem principal.

A explicação da idéia formuladanno início do texto começa com uso de palavras com letras “t”,

“c” e “p”, o que remete ao ritmo pausado, como se o personagem estivesse passo a passo refletindo. Repete-se o uso desse ritmo em “retrato”, e no segmento “tanto quanto abstrato”.
Os versos livres, característica fundamental em textos de nossa época mostra-se importante na redoma expansiva que caracteriza letras de músicas como essa, o teor quase juvenil do frescor da dúvida mostra-se nos detalhes, como veremos a seguir.

Assim como na apresentação dúvida feita em versos de quatro sílabas, a mesma formação de versos mostra-se na estrofe seguinte.
“E eu tentei reparar...”

Notem que uma vez mais o ritmo é cadenciado por palavras em que “t”, “r” e “p” são presentes. O cheiro da pele é comparado a covardia de se envolver alguém dessa forma, por algo tão primitivo e puro como envolver alguém pelo perfume de sua pele. A dúvida se mostra novamente, antecendo o refrão marcante com repetição de frases e a questão fomentada no título: “Qual é a maneira certa de viver?”

O uso de verbos “entender e “viver” causa uma ligação forte de dúvida latente que pulsa a cada frase. O refrão é usado para reforçar a idéia de repúdio a hesitação e o sim ao descontrole emotivo momentâneo para que se possa viver algo de romance enfim.

A dúvida entre aceitar a hesitação da musa e não compreender a maneira mais adequada de esperar o porvir coloca o personagem principal na angústia, evidenciada pelas frases derradeiras:
“Não sei porque não
não sei, não sei não!”

A linguagem coloquial aproxima os jovens e nos textos e em suas dúvidas isso mostra-se marcante com verbos que cadenciam o dinamismo do pensar e do refletir.

Há rimas externas, cruzadas e consoantes em:
Retrato / Abstrato e Cor / Pudor

Os substantivos abstratros levam a generalização do sentimentos vividos por todos nós, o que faz do texto algo de fácil percepção, de fácil aconchego, de simples porém marcante recordação.
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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

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