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sábado, 10 de maio de 2008

Londres - William Blake

Olá.
Hoje tive aula de Literatura na Lingua Inglesa Comparada.
Este sapatos sao deste que escreve.
Foi pela pedido pela professora que lêssemos e analisássemos as características principais de um poema de William Blake (1757-1827), que é datado de 1794.
A tarefa foi realizada em dupla.
Fez comigo a formanda Jéssica Ferraz. A srta da foto abaixo
A análise foi feita apenas e tão somente sobre a compreensão textual, sem enfatizar ou termos conhecimento prévio do contexto vivido pelo poeta Blake.
Eis o poema:
Canções da Experiência
LONDRES
Nas ruas por que passo, escrituradas
onde o Tâmisa corre, escriturado,
vou reparando as faces maceradas,
que a aflição e a moléstia têm marcado
Em cada grito de homem ou no grito
do infante que de medo se lamente,
em cada voz ou em cada interdito,
ouço os grilhões forjados pela mente.
Se grita o limpador de chaminés,
se assusta cada Igreja em seus escuros;
quando suspira o Soldado, infeliz,
o sangue tinge do Palácio os muros.
Mas o que à meia-noite escuto mais
é a meretriz lançar praga funesta,
que do recém-nascido estanca os ais
e os funerais do casamento empesta.
........
Análise
Primeira Estrofe:
O caos e as sombras parecem imperar. Inicia-se citando talvez uma burocracia codificada, onde um rio, beleza natural, é escriturada por um notário ou registrador da metrópole que está em sangria.
Segunda Estrofe:
A burocracia financeira é mais importante do que a pessoa que vive e sangra?
A criança pequenina se lamenta e o interdito (interditado) lampeja tão alto suas loucuras mentais que ouve-se as correntes da mente sendo arrastadas pelo seu pesar em forma de lamúrio.
Terceira Estrofe:
A cidade gera tantos ecos pelo silêncio escabroso que o trabalhador grita e assusta os escuros da omissa Igreja. Seria a Igreja ainda Luz? Seria a Igreja braço burocrático ou braço da cristandade?
Quarta Estrofe:
O que ouve-se mais são prostitutas, quase que feiticeiras, urrando contra o vento enquanto a criança sua filha possivelmente se cala ao ouvi-la, e o urro do ato de vender o sexo para parlamentares ou pessoas de influência quase que terminar com o resquício mínimo de vínculo que existia destes com seus matrimônios.
Nesta última estrofe a prostituta pode ser comparada também ao Estado, que meretriz insaciável, cobra tributos e taxas mas não devolve isso em algo de necessidade para as pessoas que pagam. Ora, quando alguém paga por sexo, é por uma questão de necessidade imeditada de algo que precisa ser saciado.
Quando a prostituta é o Estado, a meretriz apenas finge que o faz, não executa plenamente o que cobrou para fazer. Está aí a pior meretriz do mundo.
...........
A pergunta final que nos foi feita depois da análise.
Por quê?
Por quê de tudo isso?
A resposta:
A frieza do caos mancha a humanidade porque o caos é gerado pela falta...
pela falta de zelo da burocracia e seus geradores para com aqueles que mantinham a força da burocracia com o pagamento de seus tributos e taxas.
..........
Canais William Blake:
Wikipédia
The William Blake Archive
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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

Eliéser Baco - direitos reservados na Biblioteca Nacional