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domingo, 27 de julho de 2008

Seriado Californication

"Roma está em chamas, disse ele, enquanto servia mais bebida. Mesmo assim, ainda estou aqui, mergulhado no mar de vaginas.
Lá vem, pensou ela, outro discurso auto-indulgente, regado a álcool, sobre como tudo era ótimo no passado, e como todos nós, pobres almas, nascemos tarde demais para ver os Stones em algum lugar ou cheirar cocaína como faziam no Studio 54.
Bem, simplesmente perdemos praticamente tudo que vale a pena na vida.
E a pior parte foi que ela concordou com ele. Cá estamos, pensou ela, à beira do mundo, à beira da civilização ocidental, e todos estamos tão loucos para sentir alguma coisa, qualquer coisa, que continuamos esbarrando um no outro e transando até chegarmos ao final."
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Este texto, retirado por mim do diálgo final do sexto episódio da primeira temporada do Seriado Californication, dá mostras de como é a visão de uma estudante de 16 anos, Mia () sobre o personagem central da trama, Hank Moody (muito bem interpretado por David Duchovny).
O seriado, que causa certa polêmica por lá tem uma ironia fina e um roteiro bem estruturado, algo de diferente e ousado e inteligente, e por isso cause polêmica. Fazer pensar, mesmo que por meio de situações muito reais para os hipócritas que rodeiam o mundo querendo apenas o "ter" (e isso de petróleo a status) é difícil e complexo em um mundo onde jovens escrevem redações cada vez mais distantes do mínimo idealizado.
Sexo, drogas e rock'n roll seria a saída para a desestruturação da sociedade capenga de atitudes reaalmente éticas, que valorizem não o discurso mas o fazer valer sem meras promessas sedutoras?
Acredito que a educação, no aspecto amplo que vai dos pais ao colégio, aliada ao sexo seguro (desprovido inclusive de hipocrisia) e a boas escolhas artísticas independente do gosto seriam o modo mais simples de fazer-se compreender iniciando por compreender a sí próprio no universo do dia-a-dia.
A arte, que junto a fé, segurou o mundo nos pilares da esperança depois de tantas barbáries ocidentais e orientais, traça rumo correto ao deixar o homem na sombra da sociedade que se esfarela e na luz da sinceridade dos artistas sinceros, e de todos que compreendem e valorizam suas obras.
David Duchovny, que também produz o seriado "Californication", acertou na pincelada de mão, com boa arte contemporânea, querendo ou não.
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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

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