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domingo, 5 de outubro de 2008

Eliéser Baco

Eliéser Baco
Da mais sensata interpretação que posso citar olhando meu olhar no espelho, enquanto carros passam sem direção e os dias se atrapalham com as noites, as pessoas se diferenciam pelos confusos fins que buscam e a natureza rebate meu caminhar contra o fel da escrita...
o que posso dizer a mim mesmo resume-se ao fato de que vim a São Paulo ver o que a vida me reservara, vi trechos de obras inacabadas no falar de alguns, venci os temores da distância da terra natal permanecendo na essência, um ser, por demais humano.
E deste resumir eu caminho, ora cantarolando ao bravio mar que se consome dentro de mim; ora fechando os olhos ansiando por mais décadas com o seio familiar que me forjou o caráter; ora dobrando os joelhos em atenção aos rictos que só eu entendo; ora apagando a vela meia-noitícia abraçando os sonhos que ainda saciam-me.
Assim, ainda olhando as marcas do tempo na face e as melhorias que preciso realizar no acabamento do meu lar, sorrio, agradecendo, e degustando o vinho da vida.
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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

Eliéser Baco - direitos reservados na Biblioteca Nacional