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quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Manuel Bandeira





O teor de alguém só é conhecido observando melhor, através do diálogo, o que se forma de idéias nas palavras proferidas; ou o que se mostra através do texto, aquilo que se deixou materializar da alma em orações e frases, que concatenadas demonstram mais... demonstram a arte impregnada de estilo e suor.

No caso presente, as vigas se formaram aos poucos, criando força interna e enraizando-se ao mundo literário, libertário, talvez um tanto libertino do pensar, delineado pelo escrever, pelo bem escrever.
Bandeira, se para o perdido em estereótipos físicos não encantaria muitas senhoritas, com seu gesticular frasal característico expande-se sem perceber, expande a arte de dentro de si, forjada também supõe-se, de conhecimento melhorado da língua materna, conquistando espaço eterno no laço da literatura brasileira.


O pulmão sofrido. O olhar astuto, o andar sutil, as palmas das mãos unidas, a união de olhares à vida. As palmadas dos dedos nas letras da máquina. O olhar sutil, o pulmão astuto, o entrelaçar de vidas agradecendo a Arte por ter sobrevivido no talento quase imensurável de Manuel Bandeira.

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Hoje: 30 de outubro de 2.008. - Apresentaçao da Palestra: Epígrafe da vida. Por este blogueiro, Eliéser Baco, e sua colega formanda, Jéssica Ferraz.

Explicação da escolha da Epígrafe do Livro "Carnaval", para abertura da Palestra. - declamada por este blogueiro ao som de "Ilha dos Açores", dos lusitanos Madredeus.

Todos os momentos de um dia são importantes. Ao menos para alguns.
No caso dos antigos acontecimentos carnavalescos, o brincar, o sentir o carnaval e a sua dança era o mote principal naqueles dias de festa popular.

Dentre o brincar de pierrô e colombina estava a vila de esperança que se formava dentro de cada um, brincar como criança o carnaval. Sentir e viver quem sabe o primeiro amor no carnaval, sentir e viver quem sabe a primeira dor de amor, a primeira reconciliação do amor.
Para alguns, o viver o carnaval se definia nisso.

A chance de sair das asas de aço dos pais e cair por momentos nos braços do carnaval.
Quem duvida que houveram grandes dias vividos, grandes experiencias pessoais no limite de uma dezena de minutos??

Os detalhes de se dizer aquilo que se pensa pode redefinir o futuro.

Pode redefinir o próximo minuto.

Nestes detalhes estão a grandiosidade da vida, que não necessita de grandes epopéias para se perceber dádiva.

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A grandiosidade de se viver plenamente


Uma vida só é plena de acordo com certos requisitos, digamos, básicos.

Para cada um essa plenitude é vivida de diferentes formas, segundo diferentes visões, e isto se dá pela particularidade de cada vida, de cada respirar, de cada criação, de cada manifestar sobre a vida e suas conjecturas.

Dentro disso nos voltemos para Manuel Bandeira:

Nasce no Recife, 1886. Ocorria o primeiro mapeamento sistemático do Brasil (realizado por Theodoro Sampaio), e nascia também Tarsila do Amaral (Capivari-Sp).

Alguém poderia compreender os dias que foram

forjando nele seus ideais,

metas e instintos pela grandiosidade da vida?


Em 1904 - Manuel Bandeira adoece dos pulmões, abandona os estudos e inicia sua peregrinação para tentar a cura. Este ano é o mesmo da revolta da vacina no Rio de Janeiro, que era chamada então de túmulo de estrangeiros. A vacinação fora comandada pelo médico sanitarista Osvaldo Cruz.

Alguem poderia supor o que poderia se formar de manifestação

do poeta quando adoece? Quando perde um ente querido?

A grandiosidade de se viver uma dor e tirar dela, arte.
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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

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