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segunda-feira, 22 de junho de 2009

Conjecturas saídas do real e do concreto

No mundo dos textos estou entre ninfas, na realidade porca que me cerca, entre gafanhotos, preciso tirar um momento positivo de estar entre gafanhotos... mínimo que seja.
Dias de estudo, trabalho, inspiração, transpiração e um tombo na academia.
Choque térmico, desses de derrubar grandes guerreiros das Astúrias. Marcou a testa e o semblante. Vinha eu correndo pela rua erguida quase a uma montanha, forte e soberano de mim, com passos curtos e ofegantes transpirações, quando entro na academia, tal qual aquele que entra no próprio esconderijo dos piores cansaços. Na quentura do meu corpo fui, tão logo subi degraus para alongar os infelizes músculos, cri que seria melhor desligar o potente ventilador que gelava até a espinha de um pingüim (se lá tivesse um),
quando de cara com o próprio ventilador, o que era quentura na pele, ao sopro forte
da criatura, transforma-se em gélido poema na testa, corroído de dissabores do momento, catei no ar alguma coisa que pudesse me segurar quando percebi não ser nada.. e desfaleci por trinta incômodos e infinitos segundos, conforme declarou posteriormente a singela senhorita que me socorreu.
Infelizmente não era ela uma ninfa tampouco tinha entre seus suores desejos rústicos,
recobrei-me tal qual um guerreiro em meio a uma nuvem de gafanhotos e parti, com andar imperial em “x” trôpego, meramente surreal.
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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

Eliéser Baco - direitos reservados na Biblioteca Nacional