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domingo, 11 de outubro de 2009

Låt den rätte komma in


"Deixa ela entrar". Algo imporante ocorreu neste singular filme. Normalmente eu coloco textos meus aqui, agora mensalmente. Mas como eu poderia deixar de - e mesmo que seja aos ventos do meu ser - comentar sobre esse filme? Não seria possível; assisti-o no Reserva Cultural, domingo. Para quem aprecia o bom cinema, com olhos de arte, roteiro bem acabado e um bem contar convincente sobre bebedores de sangue, esse é o filme. Um tema que parecia esgotado, com franquias no mínimo tolas sendo observadas pela massa comum, e o diretor Tomas Alfredson recoloca caninos e perspecitvas vampíricas no trilho do melhor cinema, assim como "Nosferatu", com o qual o filme já foi convergido. A sinopse podem conferir em outros sites melhor especializados, o que me clamou também atenção foi a beleza das palavras sendo pronunciadas, idioma que eu não conhecia, uma mistura de algo que a mim não acentua comparação, mas influi no querer conhecer mais e melhor.

Um adolescente solitário oferece sua companhia para a nova vizinha, ambos 12 anos de idade. Ele só a vê nas noites geladas. Nos dias gelados ele é intimidado por colegas da escola. Vidas solitárias que precisam-se mutuamente. Do diálogo curto e abafado para o olhar mais fundo no semblante alheio ao ato da cumplicidade, que vai ganhando força, ruína e aconhego. Ritos de passagem e ciclos de desespero, pois ela precisa beber sangue, e ele precisa derramar sangue dos que o intimidam. O que podemos ter diante disso no mirar de uma película? Arte, se devidamente bem cuidada. E assim foi.

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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

Eliéser Baco - direitos reservados na Biblioteca Nacional