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sábado, 28 de agosto de 2010

O Grupo Baader-Meinhof

Dirigidos por Uli Edel, os atores Martina Gedeck, Johanna Wokalek, Moritz Bleibtreu e Nadja Uhl, protagonizam o bom filme sobre uma tentativa de revolução social contra o imperialismo norteamericano em meados da década de 70. Vejamos a sinopse, retirada da programação do Telecine Cult: "Baseado em fatos verídicos, o filme fala do grupo político radical considerado terrorista na Alemanha dos anos 70. Liderados por jovens criados pós nazismo, eles eram contra a guerra do Vietnã e levavam seus protestos ao extremo. Indicado ao Oscar e Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro."

Gostei muito do filme. É um tema controverso e interessante. Muitas vezes ficamos presos ao nosso cotidiano e não olhamos nem ao menos para o vizinho do lado, que dirá um perído histórico da realidade de jovens que ousaram pensar politicamente e agir ferozmente. Erros e acertos de todas as partes. A sociedade recomposta na alemanha ocidental pós segunda guerra mundial era, como se sabe, forjada na base capitalista. A rebeldia política de alguns levou-os primeiramente a atentados contra o "sistema" políticosocial; depois a crimes e uma organização que tentou em vão, mudar o rumo da História. 


Boa direção, boas atuações e questões a se pensar.
Nossa masturbação mental, filosófica ou não, faz diferença para o nosso próprio futuro? O agir egoísta e materialista é a saída para o cumprimento de diversas metas sociais? A rebeldia violenta e de riscos pode nos ensinar algo sobre o comportamento "humano"? Respostas em cada viver, quem sabe então bem próximo de algum manifestar.     
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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

Eliéser Baco - direitos reservados na Biblioteca Nacional