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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

"Cidadão"

(Brasileira esperando o bolsa família, deputada, senadora ou trabalhadora de Amsterdã?)
Fragmento perigoso tal idéia, rejuvenesce a gente a revolta. Como tridente que resvala esquecido das dores desta vida penosa.
    Nenhum sabre ou duelo ou martelo e foice e cadafalso e clamores de existir acalenta um presságio do que virá ao iludido povo. E, queima a verdade.
    A verdade é única no semblante de cada um, e indigna mediante um discurso polido e astuto;
    e, portanto, não há mais dúvidas quanto as chances estreitadas que estancam um ferimento hoje, para no dia seguinte reabrir, em chamas.
Não balança por dentro a dor, nem um pouco o que flamajante cai dos olhos como fragmento do que se supõe de conhecimento de tão odioso acidente, aqui nascer.
    Pátria meretriz.
    A pestanejar ao sol deste mísero continente, covarde, a deixar a lua aproximar-se perigosa, resvalante nas nuvens em hipocrisia desenhante.
    Infante lua dos ciclos das noites por querer deixar as vestes negras pela paz do suplício edificante. País corrupto e pacífico, iguala-se a desmandos e ciclos
    de desvarios populacionais. Tão fadigante ou mais que suar de sol a sol é receber esmolas enunciados como salário. Mas se vem de nove dedos ou menos, melhor. 
    Aproveita povo alienado, podes comprar a ilusão parcelada no boleto, presente dessa barba pinguça.

(Congressista brasileira, em Brasília.)
Aproveita a ajuda financeira e perde a noite afim de bisbilhotar a vida alheia pela telinha mágica,
    enquanto os outros se compadecem de ti, a trabalhar e estudar, para te bancar nos impostos, mais e mais. País meretriz, e o povo está feliz.
    Não crie passeata não, vá descansar na rede da vitória. Pague por fora o que precisar e alise a barba do pinguço, o falo dele. Quando o líquido saltar na vossa cara,
    quente e espesso, terá cheiro de Suíça, aspecto de França, coloração da bandeira que cobriu o ânus da tua mãe, aquela Pátria que dança bem e chute forte, mas, não
    sabe pensar por si mesmo ou calcular, tampouco escrever parca frase estúpida de revolta. Lambe tudo que sair do corpo da barba pinguça, e engula tudo, é o que merece,
    filho desta meretriz chamada Brasil. 
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by Eliéser Baco 
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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

Eliéser Baco - direitos reservados na Biblioteca Nacional