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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Californication - 2ª temporada - Episódio In Utero

Um dos motivos por eu gostar tanto da série Californication: um homem de meia idade (e já estou caminhando pra lá rs), inteligente, que adora escrever e adora as mulheres, embora apenas uma  de cada vez possa permear seus pensamentos mais sentimentais. Deste episódio,  In Utero, retiro a parte final, uma carta que o personagem Hank envia para seu caso, Karen, no dia em que eles descobrem que ela está grávida. Este momento do episódio é um flashback, visto que a filha de Hank e Karen , Becca, tem de 13 para 14 anos no momento atual que se passa a série. Eis a carta:

       " Querida Karen, se estiver lendo isto, significa que eu tive a coragem de enviá-la. Bom para mim, Hank.
Você não me conhece bem, mas, se quer saber, não consigo parar de falar sobre como escrever é difícil para mim. Mas isto, isto é a coisa mais difícil que já tive que escrever. Não é muito fácil. Então, vou simplesmente falar. 

         Conheci alguém. Foi por acaso. Foi uma tempestade perfeita. Ela disse uma coisa, eu disse outra. De repente, soube que queria passar o resto da vida naquela conversa. Agora, tenho essa sensação na barriga: pode ser ela. Ela é completamente louca, de um modo que me faz sorrir. Altamente neurótica. Muito exigente. Ela é você, Karen. Essa é a boa notícia. A má é que não sei como ficar com você agora. E isso me deixa apavorado. 
           Porque se eu não ficar com você agora, sinto que vamos nos perder por aí. É um mundo grande, malvado, cheio de reviravoltas, e as pessoas piscam e deixam o momento passar, o momento que poderia ter mudado tudo. Não sei o que há entre nós. E não sei por que você deveria se arriscar por mim. Mas você cheira bem, cheiro de lar. E faz um café excelente. Isso já é alguma coisa, certo? 

Ligue pra mim.

Infielmente seu,
Hank Moody."

.........
Normalmente, eu escreveria algo mais sobre o que para mim representa algo assim, e o que em minha vida atual isso reverbera dentro do meu olhar mais acastanhado e singelo; porém, deixo-me apenas com as velas e o candelabro, acesa a estrada que vislumbro minha vida, enquanto concluo alguns pensamentos interessantes sobre meu excelente fim de semana passado. Que possam existir mais séries interessantes como esta, que possam existir mais excelentes finais de semana, para todos, inclusive os escritores que adormecem ou navegam em prantos, dentro de nós.  

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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

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