© - Copyright - ©

Copyright - © As fotos e os textos de Eliéser Baco aqui publicados têm Todos os Direitos Reservados pela Lei 9610/98- ©

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Vento Peregrino

              E é quando desligam-se os motores, quando a chuva cessa, quando a lua torna e os pássaros se recolhem; os ruídos atrofiam pormenores das vozes devastadas por ignorância e fel...

             E é quando os sons equiparam-se a turbilhões sem sentido da massa que vende a alma e range os dentes; quando o violino cala e o olhar quer ver as marcas do que tem vestido e despido,

nestes raios de instantes que sou Vento Peregrino, afasto-me como se nunca tivesse existido, sorriso a boca, vinho nos lábios, barba por fazer, cabelos sem regra, destino nas mãos, excitação incontida, e sigo a peregrinar pelos cabelos envoltos a olhar seco, alma seca, e sua essência a não me querer
por aqui, por lá, por canto algum. Caminho como Vento Peregrino que sou... enfim, sábio.-

Eliéser Baco - epígrafe de um próximo livro, que ainda não decidi formato, luz ou estilo, que talvez conte mais sobre Mr. Chivalry e os InVerNais, que estiveram brevemente por aqui em 7 curtos capítulos.
Ocorreu um erro neste gadget

Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

Eliéser Baco - direitos reservados na Biblioteca Nacional