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terça-feira, 26 de abril de 2011

Horas Ociosas


      
       Daquele poeta inglês recordo pouco. Mancava bem mais nas noites de lua cheia. Ria leitor, é anedota tola minha. Mancava sempre. Nadava como poucos o pálido ser. Amava muito e muito rapidamente também. Discursava melhor depois do vinho, discursava entusiasmado por demais nas noites de luas cheias. Está bem, isso é verdade. Talvez o fizesse para regalar os sombrios desejos  por estórias lendárias. 

         Da última vez que conversamos com ele ainda lúcido, foi marcante. Um cavalo assustado com o olhar esbugalhado do poeta acertou-me um golpe forte na testa. Acordei com duas srtas cuidando de mim a pedido dele, pedido formal, por escrito, em nome da honra, em nome das ninfas de outrora, das ninfas que elas desejavam ser. Deixou-me outro cavalo como presente e um poema satírico sobre minha testa marcada. Uma despedida diferente, diria.

Pois cada hora que passa é de um estilo por aqui que vale-me muito mais do que já imaginei ébrio nas tavernas que passei. E que adormeci.

         Melhor depois do vinho, depois das recordações dos amigos, imortais tesouros. Cada hora que passa ja me recordo ébrio, com tal estilo, por vezes febril, que as srtas até me acordam para beijar mais nas horas ociosas.

domingo, 10 de abril de 2011

O Gárgula

A cada olhar meu que não compreenderam, visto que a publicidade está mais na cabeça deles do que puderam perceber... 

eu não posso entregar aquilo que a mídia diz que as pessoas devem querer; e elas querem aquilo que se move diante da tela. Querem isso. E não um ser ultrapassado como este que escreve. Eu me sinto melhor assim. Definitivamente.

tem momentos em que preciso me enxergar como devidamente sou. E então reconheço que ja estive nas alturas, preso nos prédios antigos, acima de todos, pretificado. E que desci, depois de pedir para respirar, pois invejava alguns traços da vida ocidental. 

E percebi que o realmente necessário não é seguir o senso comum, não é ter somente o poder que está na ação de adquirir algo... de fazer tudo para conquistar algo que não está dentro do nosso verdadeiro e derradeiro sonho.

e o sonho? senão um devaneio inspirado pela sensação que tenho agora de não ser mais um gárgula. petrificado antes, para espantar espíritus ruins. e agora respirando, sendo atingindo por alguns. 
deixo o poeta me descrever e a musa me entorpecer com seus possíveis beijos?
alguém poderia responder?

ainda que meu sorriso não seja belo, quando eu sorrio ao espelho eu percebo as notas de minha alma e sua força. Todos então devem ver também não? 

volto aos antigos prédios ou banho-me no vento deste respirar?
alguém poderia responder?
O Gárgula
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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

Eliéser Baco - direitos reservados na Biblioteca Nacional