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domingo, 10 de abril de 2011

O Gárgula

A cada olhar meu que não compreenderam, visto que a publicidade está mais na cabeça deles do que puderam perceber... 

eu não posso entregar aquilo que a mídia diz que as pessoas devem querer; e elas querem aquilo que se move diante da tela. Querem isso. E não um ser ultrapassado como este que escreve. Eu me sinto melhor assim. Definitivamente.

tem momentos em que preciso me enxergar como devidamente sou. E então reconheço que ja estive nas alturas, preso nos prédios antigos, acima de todos, pretificado. E que desci, depois de pedir para respirar, pois invejava alguns traços da vida ocidental. 

E percebi que o realmente necessário não é seguir o senso comum, não é ter somente o poder que está na ação de adquirir algo... de fazer tudo para conquistar algo que não está dentro do nosso verdadeiro e derradeiro sonho.

e o sonho? senão um devaneio inspirado pela sensação que tenho agora de não ser mais um gárgula. petrificado antes, para espantar espíritus ruins. e agora respirando, sendo atingindo por alguns. 
deixo o poeta me descrever e a musa me entorpecer com seus possíveis beijos?
alguém poderia responder?

ainda que meu sorriso não seja belo, quando eu sorrio ao espelho eu percebo as notas de minha alma e sua força. Todos então devem ver também não? 

volto aos antigos prédios ou banho-me no vento deste respirar?
alguém poderia responder?
O Gárgula
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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

Eliéser Baco - direitos reservados na Biblioteca Nacional