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domingo, 21 de agosto de 2011

You're so Right

              Acho que a música algumas vezes representa alguns de nós. Incredulidade, paixão rasteira ou exacerbada, temor, sentimento de culpa, solidão ou desejo freado por algo ou alguém. Por isso fico atento às variadas manifestações que ouço do jazz a Mpb, do rock ao erudito. Depois de ouvir uma música chamada "Games" (álbum Angles), da banda de Nova York "The Strokes" e ter uma interpretação própria da fase convergente da música deles, essa outra música -  que dá título ao post -  também me fez repensar as letras e caminhos da atualidade.

           Em "Games", se inicia assim: "Com todo o barulho por cima, ele tentou chamar seu nome, o julgamento iria continuar, o dia está apenas começando! Vivendo em um mundo vazio, vivendo em um mundo vazio!"

O início com sua sonoridade levando a introspecção a mensagem da voz é única: um leve caos. E termina dessa forma: "Eu estou ok, estou estou bem. Eu estava fora tarde noite passada, mundo vazio, mundo vazio, eu vou esperar mais uma noite."

A redenção esperada dá lugar a mais campos e vales de fragmentação atual, a voz termina em tom alto e a beira do espelhamento com sua própria sombra, segundo minha interpretação, course.




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             Em "You're so right", (álbum Angles), o instrumental já inicia o caos que parece desembocar do rio tímido de "Games" fortemente no mar da letra: "Diga-me o que aconteceu, se você gosta, saia no mesmo chão, toda noite. Quais as razões para cair, quero dizer a você.... nada. Menina, eu estou on, qualquer momento menina, eu quero em qualquer cidade. Estou cansado do escritório. Ola floresta, eu ainda quero lhe perguntar, algo mais."

Uma espécie de mensagem conturbada se faz no torto caminho da voz a tentar dizer algo entrecortado de  angústia. Se podemos dizer algo objetivamente o que nos faz mascarar a dor que precisamos expor a outro?

A letra continua...: "Não quero lutar, não quero isso baby, você e eu; eu não quero discutir, se você quiser.. Eu não iria machucá-la, bem, talvez eu te machucasse, se eu pudesse."

O histórico dos tais roqueiros é de segurança social (não vieram do submundo) e uma visão ampla daquilo que fazem na música, nisso, parece que há um nítido interesse de levantar algo do lago que eles escolhem retirar essas duas letras, que parece, poderiam seguir um caminho uno se fossem partes de um conto ou poema.

Um caos diário, uma luta diária, um caminhar sob as águas da conturbação se fosse personagem de algo, na realidade cada vez mais nebulosa do que cerca o futuro como um todo. Sim, se é verdade, você está tão certa.


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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

Eliéser Baco - direitos reservados na Biblioteca Nacional