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domingo, 16 de outubro de 2011

Crime e Castigo - Dostoiévski

           Algumas obras e nomes estarão sempre ao redor das escrivaninhas. Em dia chuvoso como este, talvez mais. Sou dado às leituras desde a infância, e sempre ouvi falar do tal russo autor de "Os Irmãos Karamazov". Sempre soa como algo definitivo algumas leituras; é algo definitivo conhecer Fiódor Dostoiévski, ainda que não se goste tanto quanto se alardeia. Cada linha desta obra, que intitula a postagem, é como silvo de cobra pra mim. Desde as frases mais curtas, que direcionam o local onde estão as personagens, até os sentidos mais amplos e profundos, onde se delimita o rememorar de uma cançaõ realmente vivida pelos homens que percorrem a estória ou a dinâmica psicológica do protagonista.


É um tropeço distinto no infortúnio conhecer e se permitir levar por esta maravilhosa obra.
Eis um trecho (tradução de Rosário Fusco.-São Paulo: Abril, 2010 - Clássicos Abril Coleções; volume I, página 29), portanto: 


"Vivia numa miséria tão deprimente que eu, que estou cansado de assistir a dramas de toda espécie, não poderia descrever o dela. Seus pais abandonaram-na completamente. Aliás, ela era orgulhosa, orgulhosíssima... Foi então, cavalheiro, que eu, como disse, igualmente viúvo, tendo do meu primeiro casamento uma menina de quatorze anos, foi então que lhe ofereci minha mão, porque não podia vê-la sofrer assim. 

Poderá julga sua miséria, considerando que, instruída, culta e de excelente família, aceitou-me como marido... Ela o fez chorando, soluçando, torcendeo as mãos, mas casou. Porque não tinha para onde ir... Entendeu, entendeu bem, cavalheiro, o que significa não se ter mais para onde ir? Não, ainda não poderá compreendê-lo... E durante um ano inteiro eu cumpri, honesta e santamente, o meu dever, sem tocar nisto (apontou com o dedo a meia garrafa que estava na frente), porque tenho sentimentos."
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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

Eliéser Baco - direitos reservados na Biblioteca Nacional