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terça-feira, 11 de outubro de 2011

É Copa, é voto, é nação.

           Bem-aventurados os que tem refeição, pois há um continente faminto. Bem-aventurados os que ignoram isso e continuam com suas febres por anexar mais e mais produtos, coisas e palácios. Há remédios estragados sendo ingeridos por alguns, há mães abrindo as pernas por um prato de comida aos filhos. Há vielas de comidas nos sonhos das crianças, há tanta música pestilenta rondando as capitais financeiras e há tanto que fazer por um mundo devastado da verdadeira missão.

E todas essas palavras são consideradas inúteis por aqueles cujas profissões denotam poder e "status".

Bem-aventurados os que demonstram nojo dos que não são brancos ou ricos; estes terão união estável com os baixos mundos. E ainda que os nomes dos sacerdotes das maiores religiões sejam chamados nos cultos, ritos e templos, nenhum cálice de ouro é derretido para saciar a sede dos que perecem catando no vento alguma gota de chuva para dar na boca de suas crias.

Aumentarão as populações enquanto os recursos naturais se esgotam. Porém, não tema, assista a vida dos outros na tela e tudo ficará bem; vote naquele programa preferido e esqueça o que há além mar, o importante é o carnê que precisa ser quitado, é a bonança de poder perceber que tens mais que teus vizinhos, que teus colegas de trabalho e estudo.

Bem-aventurados os que pensam pelos outros e não tem discernimento sobre a dádiva do existir, pois, estes não terão a consciência abolrroada quando a última tempestade vier.  Ainda bem que existem os narradores, os apresentadores, pois, sem eles, muitos teriam que ler jornais, livros, cruzar informações sobre teorias chatas demais para se perder o tempo. Os apresentadores e narradores, com seus penteados e roupas bem cortadas direcionam o pensar, o agir, o consumir e isso facilita tudo, amém.

Há um continente faminto, mas eles não são brancos, eles fedem, eles são preguiçosos, os antepassados foram vendidos como escravos e os sobrenomes não são europeus, então o que importa não é mesmo? Lá vem a bunduda rebolando, a chuteira driblando, a modelo de biquini na piscina mais aguardada dos verões, e isso sim, é vida!

Dizem que as frases foram dispostas confusamente, na forma tal qual labirinto n'água escura.
Pois, não serão mais. Serão como faca no umbigo da criança de todos os continentes.

Alguns pedem dez por cento de ti para honrar o templo, pagar certas despesas, sabe cumé, irmão, domesticar bárbaros e tirar deles inclusive, dez por cento.

Cinco por cento de comida aos pobres é muito? Cinco por cento de verdade para quem dorme no leito contigo? Cinco por cento de dedicação na tua evolução?

E quem rodopia no ar pedindo atendimento digno para o avô decrépito na calçada da famosa morte, corresponde a cinco por cento do Criador? Afasta de mim este cálice, de copa, voto e nação.
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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

Eliéser Baco - direitos reservados na Biblioteca Nacional