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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Menino do mato - Manoel de Barros

Segunda Parte - Caderno de Aprendiz

14 [página 51]
Eu sustento com palavras o silêncio do meu abandono.

17[página 57]
Eu não sabia que as pedrinhas do rio que eu guardava no bolso fossem de posse das rãs.


23 [página 69]
Tenho o privilégio de não saber quase tudo.
E isso explica
o resto.

27 [página 77]
Eu vivo no meu relento.
............

Nascido em Cuiabá em 1916 este poeta. Como duvidar da força da palavra ao conhecer melhor a obra dele? É vasto o campo dos sonhos e das belas imagens, ainda que em curtas frases. Meras frases, do saber inocente do poeta,  astuto e esteta do sentir. Livro que foram retirado tais ventos: Menino do mato, edição de 2010 - Ed. LeYa.

E tantos escrevem tantas folhas, sagas de tantos livros, sem conseguir alcançar a simplicidade nobre deste poeta.

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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

Eliéser Baco - direitos reservados na Biblioteca Nacional