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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Origens - Capítulo 4 de 7

Opulenta ignorância
IV

            Ilude-se, preclaro Mestre, ao pensar que a riqueza te trará conforto. Aqui, lá, em algum lugar, pagarás pela arrogância real. E o preço pode ser mais doloroso que qualquer punição de origem terrena. Ausência de fé não te ajudará a escapar incólume. As classes subalternas não se regozijam com sua dominância, embora não tenham voz ativa nem postura perene para batalhar contra a realidade. Pois sequer percebem sua condição miserável. O tempo da luta de classes chegará, não sem dor, não sem sangue, não sem conflitos internos. Porém, creia, meu Rei. Esse tempo chegará. E quando isso ocorrer, seu sangue derramará pelos rios e sua alma apodrecerá nos cantos mais recônditos da amargura humana. Vagará eternamente, bestializado pela própria falta de sabedoria, pois, citando Sócrates, sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância.
 
Por Fabiano Queiroz.



            Brindemos. Vários brindes, canções e mais canções por sua sinceridade e visão. Deixa-me contente pelo simples fato de existir caro mensageiro desequilibrado, ou melhor seria escrever: “mais que equilibrado”. Ainda há com quem dialogar incansavelmente até que as nuvens cubram tudo que se chama vida. Citar luta de classes em um lugar que as pessoas fazem prestações para ter um par qualquer coisa que vale um terço de seu salário é querer que eu morra de rir. Quer matar-me mensageiro? De rir, claro. Poema esdrúxulo pra ti: Doze artefatos, olho do rabo, diferencia e dá status. Isso que me diz sobre as pessoas um dia enxergarem melhor tudo a sua volta? Contou-me seus sonhos enraizados na aventura e desventura de viver. Não tente prever que esses humanos são bons de coração, poucos são dignos, poucos.
 
Por Eliéser Baco

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Ata Notarial - Utilidade Pública

             Prestação de Serviço também pode ser de motivo de postagens neste blog. Ainda mais em tempos eletrônicos como os nossos, quando ficamos a saber, presenciamos ou sofremos ofensas no mundo virtual.
             A Ata Notarial pode servir de amparo para uma possível investigação ou denúncia em qualquer ambiente, inclusive virtual.
             Recentemente li uma reportagem em um jornal de grande circulação de que mais e mais profissionais notários estão atendendo clientes que dizem sofrer manifestações variadas nos meios eletrônicos.
             E por isso mesmo escrevo este.


             Idiotas existem aos montes para lerem blogs e sites alheios e perderem seu tempo ofendendo;
             Dias e dias, horas e horas perdidos na busca de espaço para mensagens anônimas contra muitos;
             Inda que tenhamos a paciência dos humildes chega um momento em nos manifestamos;
             Onde quer que estejamos podemos cruzar informações e nos precaver;
             Tanto lemos a buscar cultura ou estudo e outros buscam o nada, o vazio...
             A propósito disso muitos blogs deixam de aceitar comentários anônimos
             !!


E  é por isso que eu guardo todos os recados anônimos que contenham algo de estranho; se por ventura conhece alguém que precisa de um conselho a este respeito, indique o artigo a seguir.

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Dividimos as espécies da ata notarial em três grandes condutores: i) as declarativas; ii) as diligenciais e iii) as eletrônicas.


Ata notarial é um ato notarial por meio do qual o tabelião – a pedido de parte interessada – lavra um instrumento público formalizado pela narrativa fiel de tudo aquilo que verificou por seus próprios sentidos sem emissão de opinião, juízo de valor ou conclusão, servindo a mesma de prova pré-constituída para utilização nas esferas judicial, extrajudicial e administrativa, de modo que a verdade (juris tantum) dos fatos ali constatados, só pode ser atacada por incidente de falsidade através de sentença transitada em julgado.


Na lavratura de qualquer das espécies de ata notarial, o tabelião ou preposto poderá seguir cinco procedimentos básicos para escrever uma ata notarial: Quem; Quando; Onde; Objeto; Por que (finalidade)

No campo extraprocessual, como a ata notarial pré-constitui prova, invés de acionar a máquina judiciária em primeiro plano, as partes litigiosas podem se valer da ata notarial para acordos extrajudiciais, portanto, prevenindo litígios e desonerando a colenda judiciária, me parece ser esta a sua essência e o fator de sua existência.
Para fins probatórios, a cada caso, o advogado proferirá seu saber jurídico para melhor comprovar o acontecimento e pré-constituir prova a favor da lide e para verdade dos fatos.
Assim, diante dos acontecimentos voláteis e dinâmicos, podemos citar alguns fatos autenticáveis, que os advogados e cidadãos podem se utilizar:
  • diálogo telefônico em sistema de viva-voz;
  • acontecimentos na Internet;
  • existência de mensagens eletrônicas (e-mails);
  • existência de documentários, filmes, propaganda, programas de computador e atribuição de autoria (propriedade intelectual);
  • cópia e transferência de dados entre disco rígido (HD) como geração de hash;
  • existência de arquivos eletrônicos;
Fonte: Wikipédia

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Origens - Capítulo 3 de 7

 
 
 
Daquela tal compreensão
III
           
            Cena bucólica. O silêncio. Paz. Volta ao útero. Imensidão. Campos abertos. A serra a perder de vista, além-horizonte, apenas sons da Natureza. Sem perturbações morais. Sem ordens imorais. Sem fraquezas emocionais. Apenas a imensidão da alma em harmonia com o universo infinito. Salta aos olhos o distanciamento entre o homem moderno e oprimido e o Maior, a força criativa sem a qual não teríamos sequer consciência de tudo isso. De tudo que nos rodeia e nos permeia. Pouco entendemos desse todo esse milagre, a que chamamos milagre talvez por desconhecimento, visto que somos limitados demais, estreitos demais, em nosso microcosmos, de leis físicas previsíveis e formas definidas. Não enxergamos além de nossas possibilidades, não vamos além dos limites. Isso nos torna de tal forma medíocres, que qualquer definição ou comparação torna-se inútil. Apenas deveríamos aceitar essa condição, enquanto não conseguimos compreender o que nos trouxe aqui ou se há sentido em viver, além do próprio viver.
 
Por Fabiano Queiroz.

            Eu sorri ao receber tais linhas, caríssimo. Quase gargalhei ao ler. Tenta forjar escapismo ao principal, teu povo falhou. Não entender o próprio vizinho leva a deixar de entender a comunidade que mora, seu bairro, seu ambiente social, sua cidade etc. A força da Natureza foi sepultada ao dizerem que a Mulher foi quem conciliou a cilada do mal no antigo Éden, que não era mais belo do que o olhar feminino mais sincero que já tiveste.  São sim estreitos demais. Não conseguem usar o cérebro corretamente. Cegos que enxergam, mancos que correm. A criatividade ajudou na construção de máquinas destrutivas. O povo de pigmentação escura sofre há séculos por não ter “óleo de pedra” abundantemente. Os indígenas foram execrados e violentados. O que alimenta minhas veias sai de suas atitudes e sentimentos. Usarei o corpo das mulheres de todas as Eras. Pisotearei os filhos esquecidos para morrer. E por ter ouro serei perdoado, serei homenageado.

Por Eliéser Baco

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Miles Kane - Rearrange

        Influenciado por The Beatles desde cedo, 4, 5 anos de vida, sempre preferi rock britânico. Bom saber que Arctic Monkeys, Miles Kane e Beady Eye, entre outros, fazem músicas com as quais me identifico seja na letra ou nos arranjos.

Miles Kane
Logo quando soube que o ex vocalista/guitarrista do The Rascals, Miles Kane, iria fazer carreira solo fiquei curioso para saber das primeiras canções.

Abaixo segue uma canção bem 60's.

Não salvará o rock, mas é melhor do que fazem no Brasil os garotos da mesma geração de Kane (nascido em 1986). Aliás, rock no Brasil hoje só no underground mesmo; aqui a chamada indústria musical previlegia outros valore$, que não necessariamente artísticos.

Um outro trabalho interessante de Miles Kane, foi ao lado de Alex Turner, do Arctic Monkeys. A banda/duo The Last Shadow Puppets lançou em 2008 o primeiro e único álbum até aqui.

Abaixo, Rearrange, de Miles Kane

 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Origens - Capítulo 2 de 7

Saga Sêmen – Primeira Parte: Origens 

Capítulo II - Cinza? 

           
            Não podemos nos distanciar tanto de nossa natureza. Uma manhã de sol, silenciosa e gelada, oxigena a alma, revivesce os conceitos, dá-nos sentido ao que parece sem vida, cinza, fraco. Nossa força vem de dentro, mas pode vir de fora quando tomamos essa capacidade externa como algo pessoal. Abstração é talvez a maior qualidade de um ser humano, em busca do controle emocional, do autoconhecimento e por que não? até mesmo de nossa espiritualidade. Esta que não remete necessariamente a uma religião, pois dogmas nos afastam da natureza e de nós mesmos. Religiosidade pode trazer uma pretensa paz aparente, mas não uma paz interna, sentida de maneira legítima, como ligação direta com o que nos rodeia, ao mesmo tempo em que nos permite lidar com cada situação de uma forma tranquila. Sentimento interior = meditação, mente vazia, não de sentido, mas de medos e paranoias que nos tiram a vontade de viver, que nos apertam o peito e nos sufocam.
Por Fabiano Queiroz.


            Prevalece mensageiro, a vontade de ser uno.  Tenta provar pra si que precisa se fortalecer. Ideais e presunção. Iguala todos como se todos precisassem estar preocupados com o que te deixa revolvido ao cotidiano. Preso em circunstâncias que rebatem sua mente ao que eu tenho para oferecer. Tenta a paz e consegue frases torpes. Tenta a fé e é destituído de parecer convincente pelas atitudes alheias. Funda em seu olhar religião, esquecendo que isso pode não passar de mais um item nos vários da alienação. Não adianta lutar. Fazer cara de choro. Bestificado é o ser que se diz humano. Mata mais do que ajuda. Retrai-se mais do que se expõe. Chora mais por não ter algo do que sorri por ter quase tudo. Inveja o outro pela vulva alheia e se compadece por desgraças no instante inicial. Duvido que encare seu reflexo com todo esse orgulho. Todos querem minha coroa, o fato é que ainda não sabem como tê-la.

Por Eliéser Baco
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     Se no primeiro capítulo os dois semipersonagens são apresentados, o mensageiro (que mostra sua insatistação "na infinitude placentária de uma vida controlada. Sem forças, sem sonhos, sem poder transformador.") e o rei (que ousa escrever "Minha coroa é o que alimenta a nação, minha coroa cravejada do que as pessoas temem e querem, matam e se desdobram por ter".), no segundo capitulo o mensageiro parece sufocado pela forma como a vida caminha em seu cotidiano e o rei tenta equivaler o animal Homem como a força que tudo devasta. O debate entre dois inicia, cada um com seus escudos e armas, aliceçarndo com argumentação interessante o que conseguem exergar como existência.
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Imagem: G1 RJ
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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

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