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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Origens - Capítulo 2 de 7

Saga Sêmen – Primeira Parte: Origens 

Capítulo II - Cinza? 

           
            Não podemos nos distanciar tanto de nossa natureza. Uma manhã de sol, silenciosa e gelada, oxigena a alma, revivesce os conceitos, dá-nos sentido ao que parece sem vida, cinza, fraco. Nossa força vem de dentro, mas pode vir de fora quando tomamos essa capacidade externa como algo pessoal. Abstração é talvez a maior qualidade de um ser humano, em busca do controle emocional, do autoconhecimento e por que não? até mesmo de nossa espiritualidade. Esta que não remete necessariamente a uma religião, pois dogmas nos afastam da natureza e de nós mesmos. Religiosidade pode trazer uma pretensa paz aparente, mas não uma paz interna, sentida de maneira legítima, como ligação direta com o que nos rodeia, ao mesmo tempo em que nos permite lidar com cada situação de uma forma tranquila. Sentimento interior = meditação, mente vazia, não de sentido, mas de medos e paranoias que nos tiram a vontade de viver, que nos apertam o peito e nos sufocam.
Por Fabiano Queiroz.


            Prevalece mensageiro, a vontade de ser uno.  Tenta provar pra si que precisa se fortalecer. Ideais e presunção. Iguala todos como se todos precisassem estar preocupados com o que te deixa revolvido ao cotidiano. Preso em circunstâncias que rebatem sua mente ao que eu tenho para oferecer. Tenta a paz e consegue frases torpes. Tenta a fé e é destituído de parecer convincente pelas atitudes alheias. Funda em seu olhar religião, esquecendo que isso pode não passar de mais um item nos vários da alienação. Não adianta lutar. Fazer cara de choro. Bestificado é o ser que se diz humano. Mata mais do que ajuda. Retrai-se mais do que se expõe. Chora mais por não ter algo do que sorri por ter quase tudo. Inveja o outro pela vulva alheia e se compadece por desgraças no instante inicial. Duvido que encare seu reflexo com todo esse orgulho. Todos querem minha coroa, o fato é que ainda não sabem como tê-la.

Por Eliéser Baco
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     Se no primeiro capítulo os dois semipersonagens são apresentados, o mensageiro (que mostra sua insatistação "na infinitude placentária de uma vida controlada. Sem forças, sem sonhos, sem poder transformador.") e o rei (que ousa escrever "Minha coroa é o que alimenta a nação, minha coroa cravejada do que as pessoas temem e querem, matam e se desdobram por ter".), no segundo capitulo o mensageiro parece sufocado pela forma como a vida caminha em seu cotidiano e o rei tenta equivaler o animal Homem como a força que tudo devasta. O debate entre dois inicia, cada um com seus escudos e armas, aliceçarndo com argumentação interessante o que conseguem exergar como existência.
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Imagem: G1 RJ
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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

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