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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Origens - Capítulo 3 de 7

 
 
 
Daquela tal compreensão
III
           
            Cena bucólica. O silêncio. Paz. Volta ao útero. Imensidão. Campos abertos. A serra a perder de vista, além-horizonte, apenas sons da Natureza. Sem perturbações morais. Sem ordens imorais. Sem fraquezas emocionais. Apenas a imensidão da alma em harmonia com o universo infinito. Salta aos olhos o distanciamento entre o homem moderno e oprimido e o Maior, a força criativa sem a qual não teríamos sequer consciência de tudo isso. De tudo que nos rodeia e nos permeia. Pouco entendemos desse todo esse milagre, a que chamamos milagre talvez por desconhecimento, visto que somos limitados demais, estreitos demais, em nosso microcosmos, de leis físicas previsíveis e formas definidas. Não enxergamos além de nossas possibilidades, não vamos além dos limites. Isso nos torna de tal forma medíocres, que qualquer definição ou comparação torna-se inútil. Apenas deveríamos aceitar essa condição, enquanto não conseguimos compreender o que nos trouxe aqui ou se há sentido em viver, além do próprio viver.
 
Por Fabiano Queiroz.

            Eu sorri ao receber tais linhas, caríssimo. Quase gargalhei ao ler. Tenta forjar escapismo ao principal, teu povo falhou. Não entender o próprio vizinho leva a deixar de entender a comunidade que mora, seu bairro, seu ambiente social, sua cidade etc. A força da Natureza foi sepultada ao dizerem que a Mulher foi quem conciliou a cilada do mal no antigo Éden, que não era mais belo do que o olhar feminino mais sincero que já tiveste.  São sim estreitos demais. Não conseguem usar o cérebro corretamente. Cegos que enxergam, mancos que correm. A criatividade ajudou na construção de máquinas destrutivas. O povo de pigmentação escura sofre há séculos por não ter “óleo de pedra” abundantemente. Os indígenas foram execrados e violentados. O que alimenta minhas veias sai de suas atitudes e sentimentos. Usarei o corpo das mulheres de todas as Eras. Pisotearei os filhos esquecidos para morrer. E por ter ouro serei perdoado, serei homenageado.

Por Eliéser Baco
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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

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