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segunda-feira, 12 de março de 2012

Chico Buarque - 11 de março de 2012

            Estava muito ansioso, confesso. Declaro em escritura pública necessário for. Deveras. Eram muitos mares dentro do peito desde a infância, sacudindo e relembrando importância de cada canção que eu sonhava ouvir. O álbum novo é trejeito contemporâneo de dizer que a arte ainda resta no peito do hoje senhor sessentão de olhos azuis, e, pouco da arte de Chico Buarque é tempestade magnífica quando pensamos em muito de tudo que a mídia faz que$tão de oferecer.

Com trinta minutos de show a energia ruiu, assim como em alguns quarteirões da região do local do show. Avisaram a respeito do providencial gerador, O artista sorriu de um jeito poeticamente guri, a conversar com seus companheiros músicos. Quando depois de dez minutos, já sentado e pronto a recomeçar, Chico disse:

_ ...então, como eu ia dizendo... (ouviram-se risos gerais)

e ele voltou a tocar a música que fora interrompida pela forte chuva da terra que já foi garoa.

Não tentarei adjetivos com Chico. Faltariam...

O que mais tenho apreço é o fato de que em minha companhia, a namorada, a mulher que me preferiu, que tem compartilhado momentos que se escondem nos cantos de nossos olhares, nos cantos e sombras de todos os lugares que passamos, no entrecortado de tudo que somamos desde que nos conhecemos. Bastidores da vida e seus rumores, apreciar Chico Buarque e muito bem acompanhado, assim prefiro, assim, obrigado.


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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

Eliéser Baco - direitos reservados na Biblioteca Nacional