© - Copyright - ©

Copyright - © As fotos e os textos de Eliéser Baco aqui publicados têm Todos os Direitos Reservados pela Lei 9610/98- ©

segunda-feira, 19 de março de 2012

Origens - Capítulo 5 de 7

Asas brancas  
V

            Jamais mencionei bondade nesses corações mundanos, tais que apenas subexistem, como zumbis de cérebros derretidos pela inoperância que os condena. Sem comiseração, sinto apenas o nada absoluto em relação à turba ensandecida e procrastinada à espera. À espera não sabem sequer de que, pois vivem a esperar e a se lamuriar, sem luta, sem vontade própria. O processo destrutivo encerrado pelas elites surte claro efeito, e não é de outra forma que se garante a governabilidade. O paternalismo canhestro visando as camadas mais pobres torna estas subservientes e obedientes, como carneirinhos enfileirados. As demais camadas, mais ao alto, veem com alívio a eficiência dessa colonização mental. E continuam com suas vidas vazias, medíocres. Não tiro sua razão, caro Rei, nesse caso em especial. Doravante, apenas pela educação, a revolução. Sem ela, toda revolução leva ao canibalismo e nada mais. Rei, o senhor é nada mais que uma peça na engrenagem.

Por Fabiano Queiroz.


            Revolução pacífica nos serve de marola quando o mar necessita de tempestade para sobressair-se no panteão da História. Respeito sua opinião caro mensageiro que voa em pombas brancas. Ainda que não concorde o diálogo perspicaz nos dá honra quando em discordâncias. Sou peça ínfima pensam alguns, sou apenas poeira renegada por todos os olhares ternos e os tecidos sacros, os balanços dos ombros ao caminhar na serenidade e as mãos puras ao segurar a fonte dos melhores sonhos. Porém, muitas vezes quando a ganância invade olhos avermelhados do choro faminto a fome dá lugar não ao simples sacio e sim à gula desenfreada e caótica. Quando da escolha por duas vielas, muitos procuram a mim, que nem sou tão maligno. Se fossem verdadeiramente amados anjos não cairiam, Reis como eu não chegariam ao trono por vontade do povo. Não manteriam por tanto tempo rubras vontades pelo nada que optam. Amém?!

Por Eliéser Baco

Ocorreu um erro neste gadget

Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

Eliéser Baco - direitos reservados na Biblioteca Nacional