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segunda-feira, 7 de maio de 2012

Bisavó e Morfeu

    
           Minha bisavó dormia tranquila, como um vento nórdico embala o sono do mar polar. Na noite tremendamente escura, pios de aves soturnas, madrugada profunda e silenciosa, o trinco raiou seu sonar.

Passos esguios, mãos nos cabelos acizentados dela, de repente, como bote de serpente, estapeada e puxada como a fúria da caldeira infernal.

Desesperada ela grita ao bisavô, que sonâmbulo babava seu pestanejar:

_Peraê, ladrão filhudaputa, deixa eu abrir os olhos!!!

E os golpes no ar duraram até Morfeu, imenso, rijo, puxá-la de volta, moldando novamente seu descanso.
Que meus bisnetos me vejam diferentemente.
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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

Eliéser Baco - direitos reservados na Biblioteca Nacional