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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

O Nosso Mundo - Florbela Espanca



Eu bebo a vida, a vida, a longos tragos 
Como um divino vinho de Falerno! 
Pousando em ti o meu olhar eterno 
Como pousam as folhas sobre os lagos...
Os meus sonhos agora são mais vagos... 


O teu olhar em mim, hoje, é mais terno... 
E a vida já não é o rubro inferno 
Todo fantasmas tristes e pressagos!
A vida, meu amor, quero vivê-la! 

Na mesma taça erguida em tuas mãos, 
Bocas unidas, hemos de bebê-la!
Que importa o mundo e as ilusões defuntas?... 

Que importa o mundo e seus orgulhos vãos?... 
O mundo, amor! ... As nossas bocas juntas!...


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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

Eliéser Baco - direitos reservados na Biblioteca Nacional