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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Rascunho na beira da alma

 Rascunho escrito a lápis encontrado no fundo de minha gaveta. De meses atrás.



Da saudade

Quadros na parede do meu eu.

Cada abraço de saudade...
o gesticular de longe.

movimento lento a se perder
em beijo simples na face.

Saudade, parede conformada em exatidão.

Voz que tenta aproximar
os anseios cheios de perdão.



Quadros na parede do meu eu.

Cada abraço de saudade
em beijo simples face.

movimento lento angular
no mordiscar de perto.


Voz que aproxima
 um riso cheio exatidão.

Parede inconformada solidão.
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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

Eliéser Baco - direitos reservados na Biblioteca Nacional