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sábado, 24 de novembro de 2012

Saudade - Guilherme de Almeida


Vem, minha boa amiga, estou tão desgraçado!
Quero que fiques junto dos meus olhos doentes,
à minha cabeceira, aqui dentro, a meu lado...
Saudade, irmã de caridade dos ausentes!

És tão boa, Saudade! O teu vulto magoado,
longo como um adeus, tem gestos indolentes;
lento como uma pálpebra, olha ao longe o passado;
roxo como as olheiras, deita-se nos poentes...

Saudade, quando eu for velho e desiludido,
lerás, para eu ouvir, bem baixo, ao meu ouvido,
no silêncio de lã, sob a lâmpada quieta,

os versos que escrevi na minha mocidade.
E tu dirás que tudo aquilo foi verdade...
E eu acreditarei que fui um grande poeta...

.................

Guilherme de Almeida - Jornalista, poeta, ensaísta e tradutor, foi redator de O Estado de São Paulo,

diretor da Folha da Manhã e da Folha da Noite, fundador do Jornal de São Paulo. A publicação do livro de poesias Nós (1917), iniciando sua carreira literária, e dos que se seguiram, até 1922, de inspiração  romântica, colocou-o entre os maiores líricos brasileiros. Em 1922, participou da Semana de Arte Moderna e do grupo da revista Klaxon.

Poema reitrado do livro Sonetos - Guilherme de Almeida - Imprensa Oficial 2ª edição
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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

Eliéser Baco - direitos reservados na Biblioteca Nacional