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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

A última melancolia escrita

      Das flores tão bem escolhidas ao latão de lixo, vago.  Atinge logo após a conversa abrupta uma dose de vazio, que vaga diante dos olhos a percorrer todos os sentidos em direção ao cimento, vago. É fim de tarde ou início da noite? Nos olhos todo cansaço noturno se fez ao meio-dia. Todo rubor de ironia não se fez presente. Sem subjetividade tamanha a lhe incomodar o peito, vaga, como um filete de tristeza objetiva a incandescer os olhos. Sumariamente, rispidamente, a vida lhe convida a ver-se, tolo. Perturbado pelo calor do abrupto instante em que é levado a dizer algum nome que repercute laço.

Perturbado. Cujo mundo é redemoinho perfeito e seu olhar instável e atônito só o deixa ler que não tem lugar neste cotidiano. Só vaga por seu ímpeto o calor temporário da tontice aguda. Como traduzir um sentimento? Ah, sim, do último pecado escrito recorda tão bem. Da última melancolia escrita só terão frases em sítios informados. Parcas frases de tristeza objetiva no espaço dentro de si que já cantou subjetividade. Olha senhor perturbado, o corrimão da melancolia te leva lá ó... onde a indefinição de sua tristeza bem se edifica.

Para onde olhar afinal? É no início da noite que os olhos percorrem o mundo a procura de alguém... É início da noite todo instante na alma. 
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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

Eliéser Baco - direitos reservados na Biblioteca Nacional