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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Tomas Toimi - 03 de 09

Uma noite a mais insone. 
A vida virtual consome. 
A manhã catalisadora entre cliques e ação. 
Olhos pesados. 
Passos engrenados na máquina da esfera total chamada mundo. 
O cérebro e o sentir.

Noite.


Tomas Toimi seguiu um desafeto. Distante vinte metros. Por vezes um pouco mais quando a solidão quase completa acompanhava cada um preso no seu mundo, a dividir a mesma calçada, mesma rua, mesmo bafo estranho percorrendo ar paulistano. Seguiu para compreender melhor as possibilidades da mente e alma quando partem para longe demais. Decifrar enredo dos corações e das matérias sentimentais. Luxo o desafeto não detém, não possui as trabalhosas façanhas dos gênios. Não percorre seus dedos o ouro tampouco sua voz parece um emitir de som de um oboé humano moderno. A raiva destrinchou Tomas Toimi quando seu braço foi seguro por um homem careca e baixo.

 _ Percebeu?
_ Depende! Do que fala?
_ A segurança com que anda.
_ Isso não é motivo!
_ Percebeu então no mundo virtual o que ele escreve e recita?
_ Isso percebi!
_ É fato. Isto pode tê-la encantado!
_ Acho absurdo que os sigamos!
_ Não quer destronar o “inimigo”?
_ Penso que você tem mais vontade disso que eu. Ela é feliz. Deixe estar.
_ Eu sou casado. Se pudesse apenas me divertiria. Quero apenas poder ranger os olhos tristes dele.
_ Ele te enfrentou verbalmente não?
_ Parecia uma junção de ventos indo e voltando do litoral, aquelas palavras e movimentos!
Tomas Toimi ri do homem careca.
_ Sim, ele é teu inimigo. De mim ele é invejado. E pronto!
_ Pesquisei a respeito. Tem mais um que o detesta.
_ Sim! Um maluco virtual, covarde! Como você!
_ Diz-me então que é corajoso? Ri de Tomas, o pequenino homem.
_ Não importa. Esse diálogo precisa terminar. Já ela vem ao encontro dele.


Logo o choque de realidade invadirá o rastro dessas serpentes. 
Tomas Toimi mira-se numa poça d’água. 
Vergonha própria. 
Vergonha alheia.
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(Fotos e texto: Eliéser Baco)

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Tomas Toimi - 02 de 09

Lágrimas: muitas e desnecessárias, Tomas Toimi. O caminho é mais largo do que teima passar. O passado passou. Adiante é seu passo. Simplesmente esqueça. Guarde ensinamento do que viveu. O raio de sol não parou de rajar. Oculte-se, siga. Aquele amor não ama mais. As dobras do tempo diferem do que enxerga. São tantas variáveis os caminhos possíveis e suas consequências. Incrédulo, aceita o que há. Existe outro combatendo sua luta. Não perdeu seu valor, apenas o teatro necessita de outro texto, de outros atores que não são mais como antes conheceu; o palco se acha destinado a outro. O futuro é diferente. Aceita, enxerga o que existe.

Tomas Toimi consentiu e acordou.
A ruptura é amarga.
O remédio inexiste.
O sabor é no vento que então persiste.
Caminhou pelo corredor e suas manchas na pele, seus furos no rosto.
Como conhecer quem se desdobra dentro de sua mente.
Quem somos na atividade verdadeira quando todos somem?
Bem sucedidos ou não. Não importa.
Toda a luta por dinheiro, tudo que alcança os sonhos a nós vendidos são o destempero do humor e o sal em excesso?
Saudoso dos apelidos caiu de joelhos.
Chega em sua janela. Caminhar na escuridão plena é marchar sem nada.
É isso, Tomas Toimi. Simplesmente isso.
Continue seu vagar com o passado nas mãos e será sempre o sorriso farto sem ver puro dia manifestado. A metrópole é cheia de ranhuras e desgastes. Somos uma metrópole em cada cômodo.

            Anota um pensamento e pega a máquina fotográfica de última geração. Coloca os fones de ouvido e aumenta o volume para ouvir a pressão. A música na madrugada é o canto do monstro chamando ao abate. Tira fotos pelado em frente ao reflexo da janela da sala. Que desgraça é seu corpo desengonçado, seu sorriso farto de sorrir o choro que não desce. Sua antiga menina era jovem demais para saber que iria ficar sem você quando o cansaço os surpreendesse, lentamente percebeu Tomas Toimi.


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Texto e fotos: Eliéser Baco.
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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Tomas Toimi - 01 de 09 - Novo Personagem

Um personagem de mim mesmo. Sou um enunciado e um contexto. Não consigo deixar passar. Não consigo desafogar. Viver verdadeiramente. Ela ainda significa. E dói isso.
Sou apenas o moço. Vivi um furacão indizível e inconfessável. Tenho apenas a técnica. A emoção não é minha. Sou aquele que precisa se cuidar e seguir em frente.

Minhas marcas linguísticas e meus procedimentos pragmáticos não resolvem. Meu princípio de cooperação e minhas principais leis e a tal da preservação das faces, idem. Um legado é a amizade e isso é indizível e incontrolável.


Sou a cidade escurecida ainda que o sol esteja ligado no máximo. Sou a cortina esvoaçante com os vidros fechados. Sou as palavras “distância” e “leitor”, ancoradas no livro maior vivido.

O "detentor" da mulher que já foi minha é talentoso. Compreensível o interesse por ele. Tenho comigo a noção de discurso dele e suas tipologias de ação, comunicadas e realizadas. Sem hesitação. Deveria tentar desestabilizá-lo com minhas fotos com ela, minha história com ela, as mensagens que trocamos até um dia do ano ela se recompor em si mesma e trazer o furacão até mim;  e passar um bocado de aperto até conhecê-lo. Sem querer voltar.

Sou o nome de categoria; a marca e seu discurso; o nome da marca e o nome do produto. Sou o alicerce de algo bom para tantas e uma bibliografia para quem mais queria.
Amo ele, amo ela. Esta por ser minha amada em idealização e ilusão, aquele por não poder odiar quem consegue ser tão imã e sabor, para com ela.  

Sou o seriado e o estágio. Ele, o longa-metragem e o porto seguro da empresa.

Nada resta dentro dela, tantos anos depois. Apenas os emails guardados, quem sabe relidos. 
Apenas os retratos estocados até o tempo desgastar. 
Resta a curtida no "face" na frase simples de um dia. Sem meus parabéns pelo noivado em versos timbrados de alguma poesia. 
Sou o seriado e o personagem de mim. 
Perdido. 

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(Texto e fotos: Eliéser Baco - Todos os Direitos Reservados)
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Personagem é qualquer ser vivo de uma história ou obra. Pode ser um humano, um animal, um ser fictício, um objeto ou qualquer coisa que o autor inventar. Também podem ter nomes ou não, e ter qualquer tipo de personalidade. O palavra deriva de persona, que no grego nomeava originalmente o orifício, no local da boca, nas máscaras de teatro por onde "personava" a voz dos atores. A mesma raiz etmológica deu origem à palavra pessoa. - Fonte: Wikipédia.

domingo, 10 de novembro de 2013

Baú de palha

Notadamente me esperam. Angustiando as sementes do que proliferam.
Sim, ajuizados em cima da desordem. A morte sem nome, a ficção, o estilo, a da teoria, introdução.

Tudo morno e desaguado no bem querer aguardado.
A teoria da inspiração, a sociedade da nomeação, A identidade de um estilo e sua responsabilidade, e ritmo, em morte e vida, e caixa torácica ardida,
em dedos segurados por uma caneta que pede que se escreva o rastro de mais uma estória, quase esquecida.  Sem eles em casa, os livros, como seria?
Findaria?
Noto, arrumados por eles próprios, na maneira como conversaram,
se resolveram nas páginas próprias e misturadas, se atreveram a me impulsionar a cada linha, a cada vulto de minuto por vir, a cada gota de tempo e alma.


(Texto e foto: Eliéser Baco.)



quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Prefácio do meu primeiro romance - Cartas no Labirinto

(Foto de: Eliéser Baco)
Escrito por Jucimara Tarricone;

Um romance labiríntico


            Em uma leitura superficial, Cartas no Labirinto talvez fosse entendido como uma retomada anacrônica do gênero epistolar, cujo auge, no século XVIII,  nos legou obras ímpares como  Les Liaisons Dangereuses (As relações perigosas), de Choderlos de Laclos, que, no Brasil, teve a magnífica tradução de Carlos Drummond de Andrade.
            A semelhança, no entanto, termina aí. Embora esse primeiro romance de Eliéser Baco também se utilize do recurso da troca de cartas entre os personagens para mostrar o embate e o desgaste de relações por vezes conflituosas e esgarçadas, a trama urdida se alimenta de outras referências.
             Constituído por vozes de diferentes acentos, o texto se estrutura em conflitos espiralados cujo maior mérito é exatamente fazer, do modelo epistolar, apenas uma das camadas que se somam às de outros suportes, como o bilhete, o poema e o teatro.
             Dessa profusão, o leitor é desafiado a esboçar, da leitura de cada substrato narrativo, as histórias que se cruzam e se retroalimentam: amigos e amantes, escritores, poetas e o próprio autor (ficcionalizado em personagem) em busca do viver ao largo da solidão e do assombro da morte.
            Manuel Antonio/Maneco; Ária; Bárbara; Joaquim e Carolina; George e Nina; Mhorgan e Judith; Mador, Adágio e Eliéser Baco: máscaras que encenam outras máscaras e aludem ao famoso mote: “a vida é um sonho”. Sonho que combina, com uma estranha harmonia, o inferno de Dante, a música de Puccini, a tragédia shakespeariana e, talvez a alusão-chave, a atmosfera dos contos de Álvares de Azevedo.
            Todavia, se o ambiente romântico envolve as escritas, essas não se realizam sem antes transformá-lo, alterá-lo para um novo contexto, para uma nova situação e identidade.
Sob este prisma, a organização do romance retoma o conceito de contemporâneo que Agamben enseja:
pertence verdadeiramente ao seu tempo, é verdadeiramente contemporâneo, aquele que não coincide perfeitamente com este, nem está adequado às suas pretensões e é, portanto, nesse sentido, inatural; mas, exatamente por isso, exatamente através desse deslocamento e desse anacronismo, ele é capaz, mais do que os outros, de perceber e apreender o seu tempo[1].
            Assim, nas narrativas que se somam a outras narrativas, acompanhadas das mais variadas citações (de Goethe, de Sêneca....), Cartas no labirinto recupera estilos cuja qualidade maior é recriar  um universo mais fantasioso, assombroso, misterioso e lúdico  - por vezes irônico –  que só com plena consciência literária é possível proporcionar.
Por sua vez, a linguagem tenta recuperar cada vicissitude humana colocada em destaque. Assim, Maneco, da Itália, em busca de Mador, o autor de peças supostamente desaparecido, apesar da escrita formal, imprime ao seu texto pequenas doses poéticas: “Poderia terminar esta com versos de Alighieri, mas devem estar cansados de ler o mais que escrevo sem objetividade. Cansaço? Não queridos, acho que é a pena deliciando-se aos poucos com o que escorre dos lábios do âmago, incertezas, tédio, e uma pequena dose de dúvida, medo e saudade”. (...) “Volta a chover forte, eu quase me alegro quando está a chover por aqui, pois quando assim um som de celo invade aos poucos o ar. Ainda não consegui descobrir de onde vem, descobrirei. Um som limpo e calmo, quase como um ninar de mão de ninfa passeando por meus cabelos, um manso som que perpassa pelas alamedas e espinhaços, cobre o caminhar trôpego transmutando-o em mais gentil e firme. Quem dera fosse assim...é assim que ouço, é assim que abraça-me este som de celo. Quando os trovões cantam, cita mais alto a nota o celo, toca o ar com mais gratidão, com mais bravura ainda; se não fosse pelo caos das águas nas ruas, pediria que chovesse sempre”.
            A voz de Bárbara, ao contrário, é mais leve e traz, como marca, a gíria e vício de linguagem: “Como nos deixar em pânico ao fazer isso? Ninguém acreditou que pudesse fazer isso. Ninguém! Entende?” “Acho inconcebível que faça isso conosco, sabe? Pô meu, e agora?”
            Como efeito inusitado, as cartas de Adágio, escritas em italiano, cujo tom preciso, didático e pausado lembra o libreto de uma ópera.
            Esses pequenos exemplos contrastam com o livro de Mador, que aparece, aos poucos, por entre as leituras das cartas. São poemas em prosa em que o próprio autor participa de modo intenso. Aliás, também Eliéser Baco aparece como personagem e o responsável pela recolha de todas as histórias.
Nesse processo, a escrita de Eliéser (o autor ou o autor-personagem?) torna-se uma lâmina afiada: percebe-se um trabalho intenso com a estrutura narrativa, com os cortes das frases e a construção sintática e lexical a marcar cada personagem.
            Seu mote – “saúde, fraternidade e vinhos” – é colocado na voz de Maneco, talvez um alter ego ou um duplo de Eliéser Baco, assim como também Mador. Labirinto também de autorias, ou a própria morte do autor, já há muito discutido por Barthes[2].
Para quem acompanha seu blog, essas características não são novas. Antes, Eliéser Baco já há muito vem se firmando como um escritor preocupado em repensar a literatura. Cartas no labirinto é, sem dúvida, um primeiro passo para a conquista desse seu intento.

                       
                         
Jucimara Tarricone
Doutora em Letras na área de Teoria Literária e Literatura Comparada pela USP. É autora de Hermenêutica e crítica: o pensamento e a obra de Benedito Nunes (EDUSP/EDUFPAA, 2011), finalista do Prêmio Jabuti 2012.




[1] AGAMBEN, Giorgio. O que é contemporâneo? e  outros ensaios. Trad. Vinícius Nicastro Honesko. Chapecó/SC: Argos, 2009.

[2] Cf. BARTHES, Roland.  O Rumor da Língua. Trad. Leyla Perrone-Moisés.  São Paulo: Martins Fontes, 2004.

(Foto de: Eliéser Baco)



terça-feira, 5 de novembro de 2013

Abriram, sim.


E pularei sem medo. Dá um frio minguado.
Cantarolado. E valsarei o enredo. O carimbo sem mim.
A data sem fim. Controlarei meu tempo descarregado.
Uma frase mais longa pode parecer notícia boa ou o resquício
de algo remendado. Com cheiro de jasmim.
A cadeira vaga a rir sem o arroubo manifestado outrora.
É passado. É noite. É o futuro a sorrir desenjaulado, sim.
E o que passa na mente é o poema crescente num frasco guardado, tal nanquim.

Para sorrir com tinta que nunca ninguém percebeu tão viva, aquela respiração em rimas nos passos desengavetados.


(Texto e Foto: Eliéser Baco)


segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Dickens and Poe



 Durante a viagem de Charles Dickens pela América, em 1842, ele expressou o desejo de conhecer o homem que acertara corretamente o fim de seu romance em série, Barnaby Rudge - Edgar Allan Poe. 

Correu tudo bem no encontro, e os dois trocaram cartas. Dickens esperava encontrar um editor britânico que publicasse Tales oh the Grotesque and Arabesque [Contos sobre o Grotesco e Arabesco], de Poe, e este esperava que Dickens enviasse um texto seu para ser publicado na Graham's Magazine, onde Poe trabalhava na ocasião. 

Ambas as esperanças foram em vão. - Livro Completo de Edgar Allan Poe.- Editora Madras.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Manual Geral de Redação - Folha de S. Paulo - Edição de 1987.-

Sempre fui ávido por aprender a ler. Recordo que com quatro anos, mais ou menos, com os gibis preferidos em mãos, inventava diálogos curtos com as imagens. Minha irmã, quatro anos mais velha, só lia e muito contrariada, quando nossa mãe assim ordenava. Ao aprender a ler, anotava rótulos, de vinho ao vinagre, e ia confirmar o acerto com minha mãe. Quando podia ter mãos os livros de meu pai, ficava sempre curioso a saber o que lhe chamava atenção, dentre temas e assuntos.
Por isso que reencontrar uma edição de 1987, pertencente a meu pai, que mora bem longe de mim, me deu tanto gosto. A recordação não do livro em si e tão somente. Ou da capa e suas linhas e alguns pareceres. A edição remonta minha curiosidade de entender, e 1987 tinha eu 9 anos, a razão dele meu pai ter em seu acervo o tal MANUAL GERAL DE REDAÇÃO – FOLHA DE SÃO PAULO – 2ª EDIÇÃO REVISTA E AMPLIADA.-

Em suma, o pertencer do tal livro é algo muito mais profundo do que uma folheada para tirar dúvidas. Sempre quis escrever bem. Ainda tenho dúvidas sobre ter alcançado meramente a meta. Estimulado fui, inclusive pela edição de 1987 nos idos do referido ano. Os pais são o norte emergencial na educação. Ainda que meus pais não fossem educadores, preocupados estavam e sempre estiveram em dar liberdade de ação com minhas propostas de recortar gibis e revistas e eu mesmo montar minhas estórias, e me dar minimamente, com as possibilidades financeiras que dispunham, do bom norte dos livros didáticos, ou não didáticos.
Pois bem. Pois sim. A comentar agora sobre uma parte do livro reencontrado.

 Página 58
Reunião de Produção (Capítulo ESTRUTURA DA FOLHA)
 - É realizada todos os dias às 9h30. Dela participam representantes da Direção de Redação, da Coordenação da Agência, das editoriais, da Editoria de Fotografia, da Coordenação de Especiais e da Coordenação de Sucursais. Nela são discutidos os principais assuntos do dia, definidas prioridades de cobertura, acertado o enfoque que se vai dar a cada pauta prioritária. É feito um resumo do que foi decidido, pelas “Prioridades da Secretaria”. Os repórteres especiais têm acesso a essa reunião.”


Página 128
Colocação de pronomes
Geralmente o pronome átono (me, se, lhe, a, as, os, lhes) é usado na frente do verbo. Exemplos: “Ele me falou”, “não me fale”, “quero que me diga”. Atualmente o pronome é colocado antes do verbo haja ou não uma palavra que o atraia (pronome relativo, negações etc). Mas em pelo menos um caso usa-se o pronome depois do verbo: início de oração. O pronome no meio do verbo – mesóclise (“dir-lhe-ei”) – usado com formas do verbo no futuro, não é mais empregado no jornal. Com o verbo no futuro usa-se o pronome na frente do verbo (“se transformaria”) ou, no  caso de locuções, o pronome solto no meio dos dois verbos (“teria se transformado”). Nunca usar, por exemplo, “teria-se transformado”.”


Os caminhos dos livros por minhas mãos. Os trajetos das ideias dentro de minha história. Os rumos de cada passo do guri em direção ao homem que seria. Por isso que adoro as recordações dos livros que possuo, e dos pertencimentos que me foram destinados. 


quarta-feira, 16 de outubro de 2013

O que é comunicação? - Bordenave, Editora Brasiliense.

Do Grunhido ao Satélite

       Assim como cresce e se desenvolve uma grande árvore, a comunicação evoluiu de uma pequena semente - a associação inicial entre um signo e um objeto - para formar linguagens e inventar meios que vencessem o tempo e a distância, ramificando-se em sistemas e instituições até cobrir o mundo com seus ramos. E não contente em cobrir o mundo, a grande árvore já começou a lançar seus brotos à procura das estrelas.


    A comunicação humana tem um começo bastante nebuloso. Realmente não sabemos como foi que os homens primitivos começaram a se comunicar entre si, se por gritos ou grunhidos, como fazem os animais, ou se por gestos, ou ainda por combinações de gritos, grunhidos e gestos.
 Durante bastante tempo discutiu-se a origem da fala humana. Alguns afirmavam que os primeiros sons usados para criar uma linguagem eram imitações dos sons da natureza: o cantar do pássaro, o latido do cachorro, a queda d'água, o trovão. Outros afirmavam que os sons humanos vinham das exclamações espontâneas como o "ai" da pessoa ferida, o "ah" de admiração, o "grrr" da fúria.

       Nada impede que se pense também que o homem primitivo usasse sons produzidos pelas mãos e os pés, e não só pela boca. Poderia ainda ter produzido sons por meio de objetos, como pedras ou troncos ocos.

         Qualquer que seja o caso, o que a história mostra é que os homens encontraram a forma de associar um determinado som ou gesto a um certo objeto ou ação. Assim nasceram o signo, isto é, qualquer coisa que faz referência a outra coisa ou ideia, e a significação, que consiste no uso social dos signos.

         A atribuição de significados a determinados signos é precisamente a base da comunicação em geral e da linguagem em particular.  
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30ª reimpr. da 1ª edição de 1982. (Díaz Bordenave, Juan E.) - São Paulo: Brasiliense, 2006 (Coleção Primeiros Passos; 67)

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Escondido

É a carta escrita 
com letras difíceis,
posta num correio
sem selo e censura.- 
Drummond, no poema Interpretação de Dezembro.


            

                Escondido onde finda a leitura. E não havendo quem pedisse a palavra escrevi mais e cantei onde se escondem os piores risos.

Defronte o último olhar da noite, caro amigo. Constituo-me agora de razão, amadeirada, com cheiro de vinícola e olhar de orvalho.

Escondido onde finda teu abraço. Não pretendo querer unanimidade.
Apóstolos, secretários, dias do mês: sumam.

               Declaro, definitivamente, que me escondo onde finda a leitura, onde ouvirei os risos de descaso, perto do fim de tarde. Erguer-me-ei em fortaleza perante mim mesmo, abraçarei uma imagem translúcida, se preciso, mas, não procurarei unanimidade.

Escrever é tecer o que no âmago tem força de mar.

Eliéser Baco.




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Texto e Foto: Eliéser Baco.


sexta-feira, 11 de outubro de 2013

O que resta?

O que resta dentro dessa caixa cheia de nervos, fios, neurônios? O que guarda esse invólucro antigo? O passado singular? Os sorrisos largados para trás? Os beijos eternizados no sol? A domesticação de algo tão importante para ti que ainda se mantém dentro da caixa, da capa, do plastificado envoltório?
Perguntas que deveria fazer a mim mesmo ou aos cantos desempoleirados, desfragmentados, desarticulados?
        
    Miro e firmo olhar em ti, a elucidar-me, drasticamente, as razões de uma pasta guardada sob rígida senha. Sob censura íntima. Eu caibo, pertenço, deslizo. Nas maravilhas que trocamos. Noto uma fagulha de mim pelo que temos conjuntamente. Noto várias fagulhas de mim a rumar dentro das portas, ranhuras, bocejos, lampejos, cortejos, veredas.
Mais que repentinamente, ouvi, já, boas coisas a meu respeito. Nos andares dos meses. No fulgor da tempestade. Na luminância dos poemas tortos escritos por mão esquerda de traços incompreendidos.
            
E o que resta?

As praias, as poças, os portos, os memoriais e as memórias, as barbas enumeradas, as portas que abro na mente toda vez que me deparo com esses fios e envoltórios com informações e imagens não esquecidas, ou melhor, ainda respaldadas. Os viadutos, a metrópole, os passos nas sombras das noites efêmeras que pareciam ter apoio e talvez, digo talvez, só se tratavam de aprendizado. Resta nada. Importa hoje. Calo-me os sapatos e sento minhas perguntas nos fios e nas senhas e nos plásticos e nas frases longas que digo sem brilho.

Este pensar é uma clareira na vegetação rasteira que me cerca. Reflexo deste barbudo, de comunicação um tanto deficiente.

            No trocadilho, no beijo a nos tirar o ar, no atalho da alma tua intensa, deixo as faíscas de mim, deixo o caminho estreito que envolve nossa história;

 quando o que resta dentro dessa caixa cheia de nervos, fios, neurônios e senhas rígidas me fita, dá-me um calafrio, que busco no arrebol a distância segura para o que me alcança, assim, tão sorrateiramente. 

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Texto e foto: Eliéser Baco.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

One - Bono Vox and Damien Rice - Dublin, Ireland.

Um poema nasce todos os dias, do leve calor de nossas mãos unidas. 
Por cada segundo contigo, por cada poema nascido, um beijo meu, 
diretamente subjetivo ao mar de sua alma, amada imortal minha. - Eliéser Baco





Everybody's Gotta Learn Sometimes - Beck

"I need your lovin' like the sunshine." - Beck, (Everybody's Gotta Learn Sometimes)

Terminei de assistir esse filme e fiquei extasiado na poltrona. Sozinho no cinema. Como tantas vezes um nerd faz. A estória do filme é tão singela quanto as emoções sinceras que percorrem alguns seres humanos.

A música de Beck é fantástica. A letra, simples e carregada por uma harmonia belíssima. Beck é ótimo e diverso em sua obra. Das baladas dele, essa é minha preferida.

O mundo é melhor com cinema, música, literatura, pintura e fotografia. Que essa harmonia seja carregada nas ações cotidianas.



terça-feira, 8 de outubro de 2013

Identidade - Zygmunt Bauman

Página 19 - 2005, Ed. Zahar:

           Estar total ou parcialmente "deslocado" em toda parte, não estar totalmente em lugar algum (ou seja, sem restrições e embargos, sem que alguns aspectos da pessoa "se sobressaiam" e sejam vistos por outras como estranhos), pode ser uma experiência desconfortável, por vezes perturbadora.  Sempre há alguma coisa a explicar, desculpar, esconder ou, pelo contrário, corajosamente ostentar, negociar, oferecer e barganhar. Há diferenças a serem atenuadas ou desculpadas ou, pelo contrário, ressaltadas e tornadas mais claras. 

As "identidades" flutuam no ar, algumas de nossa própria escolha, mas outras infladas e lançadas pelas pessoas em nossa volta, e é preciso estar em alerta constante para defender as primeiras em relação às últimas. Há uma ampla probabilidade de desentendimento, e o resultado da negociação permanece eternamente pendente. 

Quanto mais praticamos e dominamos as difíceis habilidades necessárias para enfrentar essa condição de reconhecimento ambivalente, menos agudas e dolorosas as arestas ásperas parecem, menos grandiosos os desafios e menos irritantes os efeitos. Pode-se até começar a sentir-se chez soi, "em casa", em qualquer lugar - mas o preço a ser pago é a aceitação de que em lugar algum se vai estar total e plenamente em casa.   

           Pode-se reclamar de todos esses desconfortos e, em desespero, buscar a redenção, ou pelo menos o descanso, num sonho de pertencimento. Mas também se pode fazer desse fato de não ter escolha uma vocação, uma missão, um destino conscientemente escolhido - ainda mais pelos benefícios que tal decisão pode trazer para os que a tomam e a levam a cabo, e pelos prováveis benefícios que estes podem então oferecer a outras pessoas. 

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Você sabe o que é um igapó? - Marcos Bagno, em Preconceito Linguístico

“Na amazônia, igapó é um trecho de mata inundada, uma grande poça de água estagnada às margens de um rio, sobretudo depois da cheia. Me parece uma boa imagem para a gramática normativa. Enquanto a língua é um rio caudaloso, longo e largo, que nunca se detém em seu curso, a gramática normativa é apenas um igapó, uma grande poça de água parada, um charco, um brejo, um terreno alagadiço, à margem da língua. Enquanto a água do rio/língua, por estar em movimento, se renova incessantemente, a água do igapó/gramática normativa envelhece e só se renovará quando vier a próxima cheia. Meu objetivo atualmente, junto com muitos outros linguistas e educadores, é acelerar ao máximo essa próxima cheia...” – Marcos Bagno – 50ª edição, junho de 2008, Edições Loyola.

Cursava Letras quando precisei pesquisar o assunto preconceito linguístico. Tema espinhoso. Fui enveredando por vários autores e cheguei a Marcos Bagno. Não era a supracitada edição de 2008 que eu e meus companheiros de turma tínhamos em mãos, porém, o importante foi perceber os olhares baixos e os dizeres baixos a respeito do que buscávamos ali: retirar a máscara da hipocrisia que nos rondava a respeito desse tema. Se nos rondava, o fazia a tantos outros estudantes de diversos cursos em passadas épocas, e a palavra humilde e sincera precisava ser mostrada por nós a nós mesmos. Não são os Estados de Rio de Rio de Janeiro e São Paulo os regentes de tudo do melhor do país quando o assunto é língua. Talvez possa parecer, pois, a mídia, o marketing e as produções televisivas se concentram nesses dois Estados da putrefata Federação. Concordando com isso, marcamos o território no assunto migração.

Recordo de que migrantes de outros Estados e filhos de migrantes debateram, e muito, o tema. Sem bairrismo tolo, não puxaram a sardinha para vossas origens, mas tentavam compreender a visão do cidadão local a respeito da forma de expressão dos que de fora chegavam.  Foi importante aquela reunião de pensamentos e “achismos” acadêmicos. Muitos preferiram se calar e ouvir colegas, outros, deixar a sala para beber aquela cervejinha mais digna que o aprendizado universitário. Para os que ficaram, foi uma imersão na realidade, exemplos e mais exemplos do que somos quando estamos sozinhos com nossos pensamentos sobre discriminação e exclusão social. 

Sempre existirão os locais geográficos que pensam ser melhores que outros; e o preconceito sempre existirá, a exclusão se dará por vias da linguagem, da etnia, da junção de etnias, do poder de consumo etc. O que nos define não são as palavras dos outros a respeito donde viemos e a forma como nos expressamos, porém, é importante visualizarmos - com a lente da genuína verdade nos olhos - a respeito dos variados preconceitos que somos expostos e que por vezes expomos outros, para podemos diminuir a distância entre nossa identidade e o mundo real que estamos inseridos.

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Texto: Eliéser Baco
Foto: Imagem do quadro Operários, pintado em 1933 pela artista Tarsila do Amaral.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Fora do ar - temporária mente

Fora de mim. Lá vai longe o dia que compreenderei como gostaria. Por isso a melhor forma talvez seja tirar do ar.

Ou quem sabe deixar tudo sem mais nada novo. Só o que veio por conta desse tempo. Dá-se, essa decisão, após uma reunião de princípios coordenados de modo a formar uma decisão.

Para alegria de alguns e sorrisos de outros tantos, fica por aqui a jornada.
A alma queima, quem sabe mais do que deveria.
O toco que o fogo levanta com força, talvez, seja a melhor resposta. Quando tudo cessa, as cinzas do que já foi algo bom trazem a história dilacerada por uma centelha.
É necessário resfriar o tempo, olhos e o cansaço. Faz-se justo, portanto, tirar do ar, colocar-se no devido lugar, solo pisoteado de sonhos e outras quimeras.

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Foto e texto: Eliéser Baco.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

D'minuto


(Eliéser Baco)


Sim, escreverei sem ter o dom, 
fotografarei sem ser a lente, 
sei que filmarei sem mar nem som, 
tudo que é da arte meu lar sente; 

anistiarei teu beijo bom, 
ei de amansar meu eu valente, 
sou de suplicar abraço em tom, 
sim, subjetivo em voz demente. 



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Texto e foto: Eliéser Baco 
(Todos os direitos reservados - Copyright - Lei 9.610/98)

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

As vozes do discurso

São tantas vozes, tantas informações. "Ele não tem interesse em mim, nem tem porque ter." Disse a mulher. O que segura a afirmação dela poderia ser embasada por atitudes do tal "ele". Até tentei entender a situação toda. O que importa é que me seguro no olhar dela para continuar. No meio social de hoje, não é mais um telefone que pode desenterrar um discurso antigo. Ou um encontro do acaso no cinza da capital cosmopolita. Um email, uma mensagem na rede social basta. Ainda que anônimo, ainda que na berlinda de uma sutileza inbox tamanha. A mulher disse em tom firme que ele não teria interesse algum nela, e nem teria porque tê-lo. E o carregamento de informações chega vez por outra na estação mensal. Um parabéns numa data bacana, uma falta de parabéns num dia importante. É assim que podemos colher informações diminutas com detalhes severos de verdadeiros. Há até quem suspire antes de uma curtida facebookiana.

Ela caminhava protegendo-se do frio, segurando sua bolsa preta perto do corpo. As botas repicavam firme no piso feio e sujo da estação de metrô. Ele não tem interesse em mim, nem tem porque ter depois do que aconteceu. E um zumbido de vento assentia, no aviso da tempestade de todas as relações, de todas as estações.
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Resolvi escrever o texto acima por vários motivos. Um deles é ter me deparado com uma edição de Para Gostar de Escrever, da Editora Ática, de Faraco & Moura. Edição de 1984, ou seja, eu tinha 6 anos. Tenho alguns livros antigos de minha época de escola, esse, propriamente, nem deve ter sido meu, deve ter sido de minha irmã. Lembro dele por perto das coisas dela na longínqua infância. Acima, é um exercício proposto pelo livro. Como gosto de me propor desafios quando quero escrever algo, por pior que seja o texto final, quis desatinar na direção da várias vozes e vários pensamentos que percorrem toda uma situação de dúvida sobre o comportamento humano. Tudo feito tem como base o comportamento humano. Por isso é tão interessante e tão complexo e tão estudado. Um simples diálogo com a pessoa bem-amada pode revolver questões tolas pra um, severas de verdadeiras pra outro. E na severidade sincera de um olhar firme e tamanho, que percorremos nossos caminhos, sozinhos, acompanhados, em confraternização com nós mesmos, amigos, familiares etc. Pra mim sempre foi importante a companhia de uma boa leitura, independentemente de qualquer coisa, para me despertar para um esboço de escrita que pudesse me fazer um pequeno tanto melhor, como leitor e possivelmente escritor, com uma certeza inabalável, que, em nós, existe uma infinidade de discursos e vozes; gostando ou não de ler, escrever ou de viver, a atitude diante dos fatos e fotos, e a capacidade de nos reencontrarmos com nós mesmos, é que reverberá o que realmente somos.  
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Texto e fotos: Eliéser Baco.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

O Estreito

Caminhar pela noite sem farol. Iluminado por pensamentos vagões. Retrato em preto e branco da metrópole quando a luminária se liga sozinha. O cotidiano é o estreito que se abre nas sombras. Tudo na mente é um caminho perfilado de febre. A cidade é cinza, as pessoas são cinza. Nada nos salva. Tudo é um espetáculo encenado para que nos consumamos: uns aos outros, nós a nós mesmos. Tudo se vale do níquel, da prata, do ouro, da mentira, do engodo, de quem vai fecundar quem!, de quem vai se valer dos corpos para alcançar as metas sóciossexuais, 
psicopolíticas, 
espetáculoeconômicas. Sem gramática, sem novas regras, com velhas armas químicas e de etiqueta. Tudo isso me veio... Olhando as últimas lanternas da noite, e eu no estreito fundo da sombra, entre o verde, o amarelo, o laranja e as macieiras podres na sociedade espetacularmente do espetáculo. O azul estava no alto, mas não representava céu algum. As estreitas camadas de sombras, de escuridão, são e sempre serão as íntimas verdades, aquelas que ninguém deixa escapar para fora das narinas, das pontas dos dedos e dos olhos.


domingo, 25 de agosto de 2013

Fernando Pessoa & Manoel de Barros

Nevoeiro - Fernando Pessoa.

Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço de terra
Que é Portugal a entristecer -
Brilho sem luz e sem arder,
Como o que o fogo-fátuo encerra.

Ninguém sabe que coisa quere.
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...

É a Hora!

                                       Valete, Fatres.

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21 - (Da Segunda Parte do Caderno de Aprendiz) - Manoel de Barros.


Eu bem sabia que a nossa visão é um ato poético do olhar.
Assim aquele dia eu vi a tarde desaberta nas margens do rio.

Como um pássaro desaberto em cima de uma pedra na beira do rio.
Depois eu quisera também que a minha palavra fosse desaberta na margem do rio.

Eu queria mesmo que as minhas palavras fizessem parte do chão como os lagartos fazem.
Eu queria que minhas palavras de joelhos no chão pudessem ouvir as origens da terra.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Todos os direitos reservados

Quando você vê o termo Copyright, ou o símbolo © em uma página na Internet ou em material impresso, isso significa “todos os direitos reservados”. Na prática, denota que não podemos usar, adaptar ou redistribuir estes materiais sem a expressa autorização do autor. 


Há informações em abundância que podemos acessar na Internet, porém na maioria dos casos temos limitações quanto a como podemos utilizar esses materiais legalmente, ou seja, existem restrições. O desafio está em parte nas leis que regulamentam direitos do autor. Imagens, vídeos, sons e páginas que estão acessíveis na Internet são na maioria das vezes protegidas por direito autoral. Em inglês isso é conhecido como copyright e pode ser identificado com o símbolo ©. Isto significa que pode não ser legal baixar, usar ou distribuir ou adaptar tudo o que achamos na Internet, mesmo que seja uma prática fácil e comum nas escolas, em casa ou em lan house. No Brasil o que ocorre é que o autor detém automaticamente os direitos autorais completos sobre suas criações assim que estas são criadas.

Tais direitos podem ser divididos em duas partes: direitos morais e patrimoniais. No Brasil os direitos autorais patrimoniais são direitos disponíveis – ou seja podem ser transmitidos a terceiros total ou parcialmente. Já os direitos morais do autor não podem ser desconstituídos ou transferidos a terceiros. O conceito e possibilidade das “licenças” só são plausíveis com o reconhecimento e a garantia do direito autoral no contexto destas leis.
Sob as leis de direitos autorais cada autor é detentor dos direitos morais e patrimoniais sobre as obras que criou. Isso deixa de ser verdade a partir do momento que o autor cede seus direitos, por exemplo: caso o autor ceda os direitos para uma empresa. Mas mesmo no caso das licenças, o autor não “perde” seus direitos. Ele(a) só “empresta” seus direitos por certo tempo. Em ambos os casos, entretanto, o direito autoral continua nas mãos do autor.

Fonte: Wikipedia

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Leon Chivalry e seus fragmentos - 001




"É um resíduo acachapante esse que vaga ao longe. Já disseram dele: um poema. Hoje, rodopia por vezes palavras ocas de um som bom que nada dizem sem um fado por perto. Olhos marejados, quase sempre. Digam dele: verso livre." - Leon Chivalry, personagem de Eliéser Baco.



"Que bendita oportunidade alguns tem para me difamar, caminhos que me cercam! Ela teria alguma dúvida sobre o que vive e sente comigo? Ah sim, deve ter ela assim como eu tenho dúvidas sobre caracteres que percebemos perambulando pelas páginas de alguns livros, dúvida sobre as pessoas que empossamos para nos governar. Mas, veja, ora, vamos, veja bem, perceba como fico ao mencionar, só de mencionar o que vivo com ela! Então me diga, sombra que agora me interpela na estrada, diga, como não querer passar as próximas vinte vidas com ela?" - Leon Chivalry, personagem de Eliéser Baco


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Texto e foto: Eliéser Baco. - (Todos os direitos reservados pela Lei 9610/98-Copyright)

terça-feira, 2 de julho de 2013

Beady eye - Flick of the finger & Start Anew & Don't Brother Me


Flick of the finger
"... Vamos lá, nós decidimos se queremos ser parte do plano
Isso nos manda voando e não tem lugar para pousar
Está aqui, não importa se todos os ingressos foram vendidos
E que todas as velhas histórias tenham sido contadas
Eu sei que você dirá que ouve cada palavra que eu digo
Mas o futuro é escrito hoje; O futuro é escrito hoje."
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Start Anew
"Me ajude a entender
Ou me aceite como eu sou
Eu vou mudar meu ponto de vista
Qualquer coisa por você

Temos o mundo inteiro em nossas mãos
Vamos nos arriscar
Começar de novo

Querida, você não consegue ver?
Algo profundo dentro de mim
Eu vou te fazer mudar de ideia
Diga que você vai ser minha"
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Don't Brother Me
"De manhã eu tenho chamado
e espero que você entenda,
tudo ou nada, vou continuar a empurrar,
vamos agora dar uma chance a paz..."
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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

Eliéser Baco - direitos reservados na Biblioteca Nacional