© - Copyright - ©

Copyright - © As fotos e os textos de Eliéser Baco aqui publicados têm Todos os Direitos Reservados pela Lei 9610/98- ©

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Olhos nos olhos do breu

Alguma luz no corredor que se forma a passagem.
Paredes, breu, luminárias do tempo e do plantio. No céu, o olhar das nuvens do passado.

É necessário agir. As saídas estão mais que no portão pequeno do momento, mais
que na dificuldade de se chegar à saída pra rua do futuro. Olhos nos próprios olhos. Quero ver o que farei.
 Quando perceber que sem aquele eu passo bem
demais. Que remela ainda trago das tintas que a água lavou. O vento novo há de sepultar as nuvens certas.
.........
Foto e texto: Eliéser Baco.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Carater - Voltaire

Voltaire - Dicionário Filosófico. 


Caráter.

A palavra grega impressão, gravura. É o que em nós gravou a natureza. Podemos apagá-lo? Transcendental questão. Se tenho o nariz de esconso e olhos de gato, posso escondê-los sob uma máscara. Poderei encobrir melhor o caráter? Religião, moral, são freios retentores do caráter. Não podem, porém, matá-lo. Enclausurado, reduzido a dois dedos de sidra às refeições, pode o bêbedo deixar de embriagar-se, mas ansiará sempre pelo vinho.
A idade amolenta o caráter. Transforma-o em uma árvore que não dá senão um ou outro fruto abastardado, mas sempre da mesma natureza. Enodoa-se, cobre-se de musgo, caruncha. Jamais deixará de ser carvalho ou pereira, porém. 


... é quando dá à mola do natural toda a elasticidade longo tempo retesada pela política.
Ocorreu um erro neste gadget

Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

Eliéser Baco - direitos reservados na Biblioteca Nacional