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domingo, 31 de março de 2013

Águas de março fechando...

O blog passará por uma reformulação a partir do próximo mês. Meus textos irão rarear por aqui. Manterei o espaço para divulgar textos de renomados, músicas, escritos de não renomados e notícias variadas daquilo que circunda meu mundo. Com o advento de projetos textuais com outros escritores e a dedicação em caminhos audiovisuais aproveitarei para diminuir meu conteúdo aqui, gradativamente. Quando de boas novas sobre meu livro, explicarei aqui, inclusive.

Os textos "Terra nos lábios" e "Terra nas mãos" serão seguidos de outros com mesma temática e estilo.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Strangers in The Night - Sinatra

"Nós eramos estranhos nas noite, até o momento em que dissemos nosso primeiro olá.
Mal sabíamos..."



Seu Olhar - Seu Jorge




domingo, 17 de março de 2013

Instrumento - Mario Quintana

Impossível fazer um poema
neste momento.
Não, minha filha, eu não sou a música
---- sou o instrumento

Sou, talvez, dessas máscaras ocas
num arruinado momento:
empresto palavras loucas
à voz dispersa do vento...


segunda-feira, 4 de março de 2013

O escondido e o desatino

                    Escondido

É um soco puro de agonia cada pausa no teu dizer... não muita agonia, de certo. O teu silêncio refaz uma estrada que queria esquecer. Tuas frases enevoadas do passado são um símbolo, e como tal, reverberam em algum canto, sempre.


Como saber quando deixar a pena de canto e parar definitivamente de escrever? O fel maior de vida se degusta quando menos se espera.

O canto dos pássaros se foi, a caminhada velhaca e insana está a frente. Pegue uma canção, cantarole e siga, ainda que seja em vão...


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                     Desatino 

Os desvarios fazem chiados na fresta da porta. Sacodem a janela. Pulsam logo ao meu lado e eu nada vejo. Só penumbra e cobertor gelado e fogo nos meus olhos e febre que não cansa, ou cede.

Os toques do meu sapato no chão. Sujo chão, sujo poema escuso em delírio, que sou. Sou um desatino vindo de uma estrutura que tenta existir, uma voz, um clamor, um sorriso que precede o salto no abismo. Que sou? Um texto sujo em delírio vindo de uma estrutura linguística que vinga o poema. Que dilacera o sistema, que rompa a placenta alienada.

Os desvarios fazem penumbra no meu chão, ao lado meu, e eu só quero estar no delírio de acreditar em mim, de reeditar de mim um texto escondido na poeira da vida.

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Texto de Eliéser Baco

Interpol - Wrecking Ball

Adoro essa música.

"Ninguém o avisou, ninguém lhe disse para decidir-se. Ninguém lhe disse que eu posso dançar valsa somente para sacudir e mudar seu estilo. " 

Travis - Turn

"Eu quero cantar, cantar minha música
Eu quero viver em um mundo ao qual eu pertenço,
eu quero viver, eu sobreviverei"


Machado de Assis


QUANDO ELA FALA
Machado de Assis


Quando ela fala, parece
Que a voz da brisa se cala;
Talvez um anjo emudece
Quando ela fala.

Meu coração dolorido
As suas mágoas exala,
E volta ao gozo perdido
Quando ela fala.

Pudeste* eu eternamente,
Ao lado dela, escutá-la,
Ouvir sua alma inocente
Quando ela fala.

Minha alma, já semimorta,
Conseguira ao céu alçá-la
Porque o céu abre uma porta
Quando ela fala.
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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

Eliéser Baco - direitos reservados na Biblioteca Nacional