© - Copyright - ©

Copyright - © As fotos e os textos de Eliéser Baco aqui publicados têm Todos os Direitos Reservados pela Lei 9610/98- ©

segunda-feira, 4 de março de 2013

O escondido e o desatino

                    Escondido

É um soco puro de agonia cada pausa no teu dizer... não muita agonia, de certo. O teu silêncio refaz uma estrada que queria esquecer. Tuas frases enevoadas do passado são um símbolo, e como tal, reverberam em algum canto, sempre.


Como saber quando deixar a pena de canto e parar definitivamente de escrever? O fel maior de vida se degusta quando menos se espera.

O canto dos pássaros se foi, a caminhada velhaca e insana está a frente. Pegue uma canção, cantarole e siga, ainda que seja em vão...


............................

                     Desatino 

Os desvarios fazem chiados na fresta da porta. Sacodem a janela. Pulsam logo ao meu lado e eu nada vejo. Só penumbra e cobertor gelado e fogo nos meus olhos e febre que não cansa, ou cede.

Os toques do meu sapato no chão. Sujo chão, sujo poema escuso em delírio, que sou. Sou um desatino vindo de uma estrutura que tenta existir, uma voz, um clamor, um sorriso que precede o salto no abismo. Que sou? Um texto sujo em delírio vindo de uma estrutura linguística que vinga o poema. Que dilacera o sistema, que rompa a placenta alienada.

Os desvarios fazem penumbra no meu chão, ao lado meu, e eu só quero estar no delírio de acreditar em mim, de reeditar de mim um texto escondido na poeira da vida.

.................................
Texto de Eliéser Baco
Ocorreu um erro neste gadget

Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

Eliéser Baco - direitos reservados na Biblioteca Nacional