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domingo, 7 de abril de 2013

A Divina Comédia - Canto I - Parte 3 de 4

"Mas por que tornas da tristeza ao meio?
     Por que não vais ao deleitoso monte,
     Que o prazer todo encerra no seu seio?

"_ Oh! Virgílio, tu és aquela fonte
     Donde em rio caudal brota e eloquencia?"
     Falei, curvando vergonhoso a fronte. -

"Ó dos poetas lustre, honra, eminência!
     Valham-me o longo estudo, o amor profundo
     Com que em teu livro procurei ciência!

"És meu mestre, o modelo sem segundo;
     Unicamente és tu que has-me ensinado
     O belo estilo que honra-me no mundo.

" A fera vês, que o passo me há vedado;
     Sábio famoso, acude ao perseguido!
     Tremo no pulso e veias, transtornado!"

Respondeu, do meu pranto condoído:
     "Te convém outra rota de ora avante
     Para o lugar selvagem ser vencido.

"A fera que te faz bradar tremante,
     Aqui passar não deixa impunemente;
     Tanto se opõe, que mata o caminhante.

"Tem tão má natureza, é tão furente,
     Que os apetites seus jamais sacia,
     E fome, impando, mais que de antes sente.

"Com muitos animais se consorcia,
     Há-de a outros se unir té ser chegado
     Lebreu, que a leve à hórrida agonia.

"Por ouro ou por poder nunca tentado
     Saber, virtude, amor terá por norte,
     Sendo entre Feltro e Feltro potentado.


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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

Eliéser Baco - direitos reservados na Biblioteca Nacional