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domingo, 7 de abril de 2013

A Divina Comédia - Canto I - Parte 4 de 4

"Será da humilde Itália amparo forte,
     Por quem Camila a virgem dera a vida,
     Turno, Eurialo, Niso acharam morte.

"Por ele, em toda parte, repelida,
     Irá lançar-se no inferno assento,
     Donde foi pela Inveja conduzida.

"Agora, por teu prol, eu tenho o intento
     De levar-te comigo; ir-te-ei guiando
     Pela estância do eterno sofrimento,

"Onde, estridentes gritos escutando,
     Verás almas antigas em tortura
     Segunda morte a brados suplicando.

"Outros ledos verás, que, em prova dura
     Das chamas, inda esperam ter o gozo
     De Deus no prêmio da imortal ventura.

"Se lá subir quiseres, um ditoso
     Espírito, melhor te será guia,
     Quando eu deixar-te ao reino glorioso.

"Do céu o Imperador, a rebeldia
     Minha à lei castigando, não consente
     Que eu da cidade sua haja a alegria.

"Em toda parte impera onipotente,
     Mas tem no Empíreo sua augusta sede:
     Feliz, por ele, o eleito à glória ingente!"

_  "Vate, rogo-te" - eu disse - "me concede,
     Por esse Deus, que nunca has conhecido,
     Por que este e maior mal de mim se arrede,

"Que, até onde disseste conduzido,
     À porta de São Pedro eu vá contigo,
     E veja os maus que houveste referido".
Move-se o Vate então, após o sigo.
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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

Eliéser Baco - direitos reservados na Biblioteca Nacional