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segunda-feira, 1 de abril de 2013

A Divina Comédia - Canto I - parte 1 de 4




Da nossa vida, em meio da jornada,
    achei-me numa selva tenebrosa,
    tendo perdido a verdadeira estrada.

Dizer qual era a cousa tão penosa,
     desta brava espessura a asperidade,
     que a memória a relembra inda cuidosa.

Na morte há pouco mais que acerbidade;
     mas para o bem narrar lá deparado
     de outras cousas que vi, direi verdade.


Conta não posso como tinha entrado;
      tanto o sono os sentidos me tomara,
     quando hei o bom caminho abandonado.

Depois que a uma colina me cercara,
     onde ia o vale escuro terminando,
     quando pavor tão profundo me causara.

Ao alto olhei, e já, de luz banhando,
     vi-lhe estar às espaldas o planeta,
     que, certo, em toda parte vai guiando.


Então o assombro um tanto se aquieta,
     que do peito no lago perdurava,
     naquela noite atribulada, inquieta.

E como quem o anélito esgotava
     sobre as ondas, já salvo, inda medroso
     olha o mar perigoso em que lutava,

O meu ânimo assim, que treme ansioso,
     volveu-se a remirar vencido o espaço
     que homem vivo jamais passou ditoso

Tendo já repousado o corpo lasso,
     segui pela deserta falda avante;
     mais baixo sendo o pé firme no passo.

Eis a subida quase ao mesmo instante
     assoma ágil e rápida pantera
     tendo a pele por malhas cambiante.

Não se afastava de ante mim a fera;
     e em modo tal, meu caminhar tolhia,
     que atrás por vezes eu tornar quisera.


- Dante Alighieri.-



A Divina Comédia; em italiano: Divina Commedia.
Originalmente Comedia, mais tarde batizada Divina, por Giovanni Boccaccio.
Poema épico, dividido em três partes: Inferno, Purgatório, Paraíso.
O poema chama-se Comédia não por ser engraçado mas porque termina bem. Era esse o sentido original da palavra comédia, em contraste com a Tragédia, que terminava, em princípio, mal para os personagens.

Fonte: Wikipedia

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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

Eliéser Baco - direitos reservados na Biblioteca Nacional