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quarta-feira, 22 de maio de 2013

O corpo - 19/02/2008

Desintegro-me por empatia. Ouço o vinho de Charles, vejo a alma de Polly, rasgo os filetes do tempo e amplio-me. Desisto por instantes ao ver a multidão consumida, como sumida, com sua úmida abertura intensificando o sumo do movimento do músculo que faz reproduzir mais... consumo.

Refaço-me ao conhecer Artur na esquina do quarto andar com as asas de ninfas suburbanas.

Ouço o pulsar ensanguentado da arte perdendo-se no chip bancário, e o mestre acadêmico ancora esse pesar com pinturas e poemas de belas épocas.

Escambos de salivas vem a mente, quem sabe o amor verdadeiro um dia, mais a frente .

Arte, sonho real arejado nas margens do melhor do solo, solo inesquecível, do templo maior de tudo, a alma.

19 de fevereiro de 2008 - Texto para a faculdade de Letras, disciplina "Produção de texto".
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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

Eliéser Baco - direitos reservados na Biblioteca Nacional