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sábado, 15 de junho de 2013

Manifestações em São Paulo - 13 de junho de 2013

É importante dar voz aos manifestantes, faz parte da democracia. É um direito que a todos pertence. Para os que pensam que as manifestações são por conta de vinte centavos por embarque, não há o que se comentar, apenas compreender que nem todos usam o cérebro como outros. Espero, sinceramente, que não seja fogo de palha, que a voz permaneça, que aconteçam mudanças, que boa parte adquira a chama do conhecimento para evoluir em todos os aspectos. A violência repressora é mais que lamentável, assim como o é quebrar patrimônio público ou privado. As cenas de policiais militares ofendendo e batendo nos cidadãos indignados com anos e anos de práticas políticas criminosas é vexatória. Ônibus pichados e quebrados não são nada perto do assombro cometido contra os brasileiros, alienados ou não. Que venha a Copa, a Olimpíada, que venha o Carnaval, Eleições, que venham os corruptos, e que passem, que não se extingua a vontade de agir e melhorar o país.

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Egoísmo ou Fraternidade? Já passou da hora de deixar de olhar a vida real com os olhos da Imprensa que visa alienar, povo. Já passou. O passado nos ensina a margear o porvir. O próximo Sol. Objetivos não só para o próximo consumo, a próxima parcela daquela futilidade que se ajusta no meu ano. Precisamos agir conforme gostaríamos que agissem conosco. As palavras podem ser belas, mas, ainda mais sejam nossas ações. A falta de conhecimento leva um país ao açoite moral, e estamos fartos dessa surra. Que mirem os fuzis alienados em outra direção. Enxerguemos a capacidade de um povo unido de se rebelar contra a marcha corrupta e vil. Onde esteve o sentimento de dignidade moral durante todo esse tempo? Nos cultos em prol do racismo social, étnico e sexual? Nas reuniões pela próxima novela das três da manhã? Que a polícia nos defenda da violência moral que há tanto milhões incomoda. Larguem as armas e vamos incendiar de conhecimento nossa mente e nossas atitudes, polícia paulistana, atirem na própria ignorância.

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Texto de Eliéser Baco - © Todos os direitos reservados pela Lei 9610/98- Copyright.-
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A repórter Giuliana Vallone, do jornal Folha de S. Paulo, foi atingida no olho por uma bala de borracha da PM
Foto: Guilherme Kastner / Brazil Photo Press - Edição da Foto: Eliéser Baco


quarta-feira, 12 de junho de 2013

Seu Jorge & Tom Jobim & Auditores

Pois sim. Hoje, dias dos namorados. data comercial, bem verdade, e temos tantas preocupações cotidianamente, não é mesmo?
Para quem ama, comercial ou não, é sempre bom ter motivo a mais para cantarolar algo, versificar, diversificar um pedido, um afago, um carinho respeitoso. O presente? Viver o amor profundo e sincero,verdadeiro e pleno!; este, raro e desatinado do olhar contemporâneo, eu tenho. 


 
"Só de me encontrar no teu olhar já muda tudo"...




"Quando passas tão bonita nessa rua banhada de sol"...




".. teu beijo ao cais me trás por quatro lados"

sábado, 8 de junho de 2013

George Harrison & Eric Clapton e and some another songs

While My Guitar Gently Weeps (Harrison & Clapton)



terça-feira, 4 de junho de 2013

O Albatroz - Charles Baudelaire

Às vezes, por prazer, os homens da equipagem
Pegam um albatroz, imensa ave dos mares,
Que acompanha, indolente parceiro de viagem,
O navio a singrar por glaucos patamares.

Tão logo o estendem sobre as tábuas do convés,
O monarca do azul, canhestro e envergonhado,
Deixa pender, qual par de remos junto aos pés,
As asas em que fulge um branco imaculado.

Antes tão belo, como é feio na desgraça
Esse viajante agora flácido e acanhado!
Um, com cachimbo, lhe enche o bico de fumaça,
Outro, a coxear, imita o enfermo outrora alado!

O Poeta se compara ao príncipe da altura
Que enfrenta os vendavais e ri da seta no ar;
Exilado ao chão, em meio à turba obscura,
As asas de gigante impedem-no de andar.


Charles Baudelaire
Poema do livro As flores do mal

sábado, 1 de junho de 2013

Rascunho no tempo

Ciclos e ventos na estrada. Cortes na pele no caminho dentro do turbilhão. Remendos nos tijolos. Nas construções da fortaleza de nós mesmos. Saguões repletos de momentos e aprendizados. Eu poderia ter cruzado antes teu sorriso? Não. Não poderia. Ocorreu quando foi permitido. Ocorreu. Foi um vento majestoso te perceber no solavanco do tempo. E ser percebido foi outro. Nos olhamos e nos compreendemos. Segure firme minha mão, Mariane Rocigno, estamos só no início do caminho da nossa estrada.
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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

Eliéser Baco - direitos reservados na Biblioteca Nacional