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sábado, 1 de junho de 2013

Rascunho no tempo

Ciclos e ventos na estrada. Cortes na pele no caminho dentro do turbilhão. Remendos nos tijolos. Nas construções da fortaleza de nós mesmos. Saguões repletos de momentos e aprendizados. Eu poderia ter cruzado antes teu sorriso? Não. Não poderia. Ocorreu quando foi permitido. Ocorreu. Foi um vento majestoso te perceber no solavanco do tempo. E ser percebido foi outro. Nos olhamos e nos compreendemos. Segure firme minha mão, Mariane Rocigno, estamos só no início do caminho da nossa estrada.
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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

Eliéser Baco - direitos reservados na Biblioteca Nacional