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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

O Estreito

Caminhar pela noite sem farol. Iluminado por pensamentos vagões. Retrato em preto e branco da metrópole quando a luminária se liga sozinha. O cotidiano é o estreito que se abre nas sombras. Tudo na mente é um caminho perfilado de febre. A cidade é cinza, as pessoas são cinza. Nada nos salva. Tudo é um espetáculo encenado para que nos consumamos: uns aos outros, nós a nós mesmos. Tudo se vale do níquel, da prata, do ouro, da mentira, do engodo, de quem vai fecundar quem!, de quem vai se valer dos corpos para alcançar as metas sóciossexuais, 
psicopolíticas, 
espetáculoeconômicas. Sem gramática, sem novas regras, com velhas armas químicas e de etiqueta. Tudo isso me veio... Olhando as últimas lanternas da noite, e eu no estreito fundo da sombra, entre o verde, o amarelo, o laranja e as macieiras podres na sociedade espetacularmente do espetáculo. O azul estava no alto, mas não representava céu algum. As estreitas camadas de sombras, de escuridão, são e sempre serão as íntimas verdades, aquelas que ninguém deixa escapar para fora das narinas, das pontas dos dedos e dos olhos.


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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

Eliéser Baco - direitos reservados na Biblioteca Nacional