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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Fora do ar - temporária mente

Fora de mim. Lá vai longe o dia que compreenderei como gostaria. Por isso a melhor forma talvez seja tirar do ar.

Ou quem sabe deixar tudo sem mais nada novo. Só o que veio por conta desse tempo. Dá-se, essa decisão, após uma reunião de princípios coordenados de modo a formar uma decisão.

Para alegria de alguns e sorrisos de outros tantos, fica por aqui a jornada.
A alma queima, quem sabe mais do que deveria.
O toco que o fogo levanta com força, talvez, seja a melhor resposta. Quando tudo cessa, as cinzas do que já foi algo bom trazem a história dilacerada por uma centelha.
É necessário resfriar o tempo, olhos e o cansaço. Faz-se justo, portanto, tirar do ar, colocar-se no devido lugar, solo pisoteado de sonhos e outras quimeras.

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Foto e texto: Eliéser Baco.
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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

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