© - Copyright - ©

Copyright - © As fotos e os textos de Eliéser Baco aqui publicados têm Todos os Direitos Reservados pela Lei 9610/98- ©

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Manual Geral de Redação - Folha de S. Paulo - Edição de 1987.-

Sempre fui ávido por aprender a ler. Recordo que com quatro anos, mais ou menos, com os gibis preferidos em mãos, inventava diálogos curtos com as imagens. Minha irmã, quatro anos mais velha, só lia e muito contrariada, quando nossa mãe assim ordenava. Ao aprender a ler, anotava rótulos, de vinho ao vinagre, e ia confirmar o acerto com minha mãe. Quando podia ter mãos os livros de meu pai, ficava sempre curioso a saber o que lhe chamava atenção, dentre temas e assuntos.
Por isso que reencontrar uma edição de 1987, pertencente a meu pai, que mora bem longe de mim, me deu tanto gosto. A recordação não do livro em si e tão somente. Ou da capa e suas linhas e alguns pareceres. A edição remonta minha curiosidade de entender, e 1987 tinha eu 9 anos, a razão dele meu pai ter em seu acervo o tal MANUAL GERAL DE REDAÇÃO – FOLHA DE SÃO PAULO – 2ª EDIÇÃO REVISTA E AMPLIADA.-

Em suma, o pertencer do tal livro é algo muito mais profundo do que uma folheada para tirar dúvidas. Sempre quis escrever bem. Ainda tenho dúvidas sobre ter alcançado meramente a meta. Estimulado fui, inclusive pela edição de 1987 nos idos do referido ano. Os pais são o norte emergencial na educação. Ainda que meus pais não fossem educadores, preocupados estavam e sempre estiveram em dar liberdade de ação com minhas propostas de recortar gibis e revistas e eu mesmo montar minhas estórias, e me dar minimamente, com as possibilidades financeiras que dispunham, do bom norte dos livros didáticos, ou não didáticos.
Pois bem. Pois sim. A comentar agora sobre uma parte do livro reencontrado.

 Página 58
Reunião de Produção (Capítulo ESTRUTURA DA FOLHA)
 - É realizada todos os dias às 9h30. Dela participam representantes da Direção de Redação, da Coordenação da Agência, das editoriais, da Editoria de Fotografia, da Coordenação de Especiais e da Coordenação de Sucursais. Nela são discutidos os principais assuntos do dia, definidas prioridades de cobertura, acertado o enfoque que se vai dar a cada pauta prioritária. É feito um resumo do que foi decidido, pelas “Prioridades da Secretaria”. Os repórteres especiais têm acesso a essa reunião.”


Página 128
Colocação de pronomes
Geralmente o pronome átono (me, se, lhe, a, as, os, lhes) é usado na frente do verbo. Exemplos: “Ele me falou”, “não me fale”, “quero que me diga”. Atualmente o pronome é colocado antes do verbo haja ou não uma palavra que o atraia (pronome relativo, negações etc). Mas em pelo menos um caso usa-se o pronome depois do verbo: início de oração. O pronome no meio do verbo – mesóclise (“dir-lhe-ei”) – usado com formas do verbo no futuro, não é mais empregado no jornal. Com o verbo no futuro usa-se o pronome na frente do verbo (“se transformaria”) ou, no  caso de locuções, o pronome solto no meio dos dois verbos (“teria se transformado”). Nunca usar, por exemplo, “teria-se transformado”.”


Os caminhos dos livros por minhas mãos. Os trajetos das ideias dentro de minha história. Os rumos de cada passo do guri em direção ao homem que seria. Por isso que adoro as recordações dos livros que possuo, e dos pertencimentos que me foram destinados. 


Ocorreu um erro neste gadget

Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

Eliéser Baco - direitos reservados na Biblioteca Nacional