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terça-feira, 19 de novembro de 2013

Tomas Toimi - 02 de 09

Lágrimas: muitas e desnecessárias, Tomas Toimi. O caminho é mais largo do que teima passar. O passado passou. Adiante é seu passo. Simplesmente esqueça. Guarde ensinamento do que viveu. O raio de sol não parou de rajar. Oculte-se, siga. Aquele amor não ama mais. As dobras do tempo diferem do que enxerga. São tantas variáveis os caminhos possíveis e suas consequências. Incrédulo, aceita o que há. Existe outro combatendo sua luta. Não perdeu seu valor, apenas o teatro necessita de outro texto, de outros atores que não são mais como antes conheceu; o palco se acha destinado a outro. O futuro é diferente. Aceita, enxerga o que existe.

Tomas Toimi consentiu e acordou.
A ruptura é amarga.
O remédio inexiste.
O sabor é no vento que então persiste.
Caminhou pelo corredor e suas manchas na pele, seus furos no rosto.
Como conhecer quem se desdobra dentro de sua mente.
Quem somos na atividade verdadeira quando todos somem?
Bem sucedidos ou não. Não importa.
Toda a luta por dinheiro, tudo que alcança os sonhos a nós vendidos são o destempero do humor e o sal em excesso?
Saudoso dos apelidos caiu de joelhos.
Chega em sua janela. Caminhar na escuridão plena é marchar sem nada.
É isso, Tomas Toimi. Simplesmente isso.
Continue seu vagar com o passado nas mãos e será sempre o sorriso farto sem ver puro dia manifestado. A metrópole é cheia de ranhuras e desgastes. Somos uma metrópole em cada cômodo.

            Anota um pensamento e pega a máquina fotográfica de última geração. Coloca os fones de ouvido e aumenta o volume para ouvir a pressão. A música na madrugada é o canto do monstro chamando ao abate. Tira fotos pelado em frente ao reflexo da janela da sala. Que desgraça é seu corpo desengonçado, seu sorriso farto de sorrir o choro que não desce. Sua antiga menina era jovem demais para saber que iria ficar sem você quando o cansaço os surpreendesse, lentamente percebeu Tomas Toimi.


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Texto e fotos: Eliéser Baco.
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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

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