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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Tomas Toimi - 01 de 09 - Novo Personagem

Um personagem de mim mesmo. Sou um enunciado e um contexto. Não consigo deixar passar. Não consigo desafogar. Viver verdadeiramente. Ela ainda significa. E dói isso.
Sou apenas o moço. Vivi um furacão indizível e inconfessável. Tenho apenas a técnica. A emoção não é minha. Sou aquele que precisa se cuidar e seguir em frente.

Minhas marcas linguísticas e meus procedimentos pragmáticos não resolvem. Meu princípio de cooperação e minhas principais leis e a tal da preservação das faces, idem. Um legado é a amizade e isso é indizível e incontrolável.


Sou a cidade escurecida ainda que o sol esteja ligado no máximo. Sou a cortina esvoaçante com os vidros fechados. Sou as palavras “distância” e “leitor”, ancoradas no livro maior vivido.

O "detentor" da mulher que já foi minha é talentoso. Compreensível o interesse por ele. Tenho comigo a noção de discurso dele e suas tipologias de ação, comunicadas e realizadas. Sem hesitação. Deveria tentar desestabilizá-lo com minhas fotos com ela, minha história com ela, as mensagens que trocamos até um dia do ano ela se recompor em si mesma e trazer o furacão até mim;  e passar um bocado de aperto até conhecê-lo. Sem querer voltar.

Sou o nome de categoria; a marca e seu discurso; o nome da marca e o nome do produto. Sou o alicerce de algo bom para tantas e uma bibliografia para quem mais queria.
Amo ele, amo ela. Esta por ser minha amada em idealização e ilusão, aquele por não poder odiar quem consegue ser tão imã e sabor, para com ela.  

Sou o seriado e o estágio. Ele, o longa-metragem e o porto seguro da empresa.

Nada resta dentro dela, tantos anos depois. Apenas os emails guardados, quem sabe relidos. 
Apenas os retratos estocados até o tempo desgastar. 
Resta a curtida no "face" na frase simples de um dia. Sem meus parabéns pelo noivado em versos timbrados de alguma poesia. 
Sou o seriado e o personagem de mim. 
Perdido. 

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(Texto e fotos: Eliéser Baco - Todos os Direitos Reservados)
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Personagem é qualquer ser vivo de uma história ou obra. Pode ser um humano, um animal, um ser fictício, um objeto ou qualquer coisa que o autor inventar. Também podem ter nomes ou não, e ter qualquer tipo de personalidade. O palavra deriva de persona, que no grego nomeava originalmente o orifício, no local da boca, nas máscaras de teatro por onde "personava" a voz dos atores. A mesma raiz etmológica deu origem à palavra pessoa. - Fonte: Wikipédia.
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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

Eliéser Baco - direitos reservados na Biblioteca Nacional