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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Stendhal - O Vermelho e o Negro - (trecho)

Cansou o cérebro a planejar manobras hábeis; a seguir, achava-as absurdas; em suma, êle se sentia muito desgraçado, quando soaram 2 horas no relógio do castelo.

Êsse ruído o despertou como o canto do galo despertou São Pedro. Viu-se no instante mais penoso do caso. Depois de havê-la feito, êle não pensara mais na sua impertinente proposta; fôra tão mal recebida!

"Eu disse a ela que iria ao seu quarto às 2 horas", pensou êle levantando-se. "Posso ser inexperiente e grosseiro, como é natural num filho de camponês e como a Sra. Derville me deu a entender muitas vêzes, mas, ao menos, não sou um fraco!"

Julien tinha razão de fazer graça da sua coragem; nunca se impusera obrigação mais dura. Ao abrir a porta, estava tão trêmulo, que os joelhos se lhe dobravam e êle foi forçado a apoiar-se na parede.

(Abril Cultural, 1971, página 94)
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Stendhal: http://pt.wikipedia.org/wiki/Stendhal
O vermelho e o negro: http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Vermelho_e_o_Negro

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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

Eliéser Baco - direitos reservados na Biblioteca Nacional