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sábado, 18 de janeiro de 2014

Tomas Toimi - 05 de 09

Revê as fotos do passado.
Reimprime a infinidade de emails trocados.
Cataloga tudo com jeito dinâmico.

Ele sabe que se der algo errado sempre terá para onde correr. Os mesmos braços de madeira das árvores dos caminhos. Guarda a coleção revistas pornô em caixas distintas, para levar ao escritório. O endereço da acompanhante favorita já está no seu bolso traseiro.


Olha o punhal recentemente comprado. E anota em outro local os telefones do Careca e do Mentecapto. Coloca no mundo virtual fotos com suas amigas mais bonitas e atraentes. Adiciona alguns em sua página. 

E sempre passa pelo da ex para se certificar que ela continua bela e em breve estará sozinha novamente. Para ele roubá-la do mundo.
E cercá-la de mimos e presentinhos de pelúcia e o tédio que ele sempre carregou na ponta do sorriso que não muda. Talvez somente seja um bom corno para se levar a vida. Talvez se contente em ser somente um asno que se dará bem na vida enroscado nos ditames do que professa. E tão bem!! Tudo isso passou por suas ventanas enquanto o Mentecapto sugava até o último suor, o sexo do Careca. Pois é, alguns homens são machos homofóbicos até ficarem sozinhos com outros dois.
Ouve comentários sobre ser ou não ser tão salgado e olha atento a fechadura da porta se mexer. Abaixa um pouco a música e continua a verificar o passado enquanto os dois tentam abrir seu zíper. Não existe poesia sensível. Não paga conta alguma ser gentil no asfalto. Tudo que importa é se safar. É se dar bem a sua maneira.

Tudo que importa é tentar se vingar das cifradas que já levou: da sociedade, dos amigos, da ex-qualquer coisa. 
Tem uma hora que só se precisa de um punhal por perto para ferir quem não se traga... e dois amigos loucos para saciar sua vontade de sexo. 
Conheço sua praça seca, quero conhecer a viscosidade de seu sangue, meu inimigo, diz Tomas.


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Texto e fotos: Eliéser Baco (Todos os Direitos Reservados)
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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

Eliéser Baco - direitos reservados na Biblioteca Nacional