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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Tomas Toimi - 07 de 09

(Retira as mordaças)

Amarrado
_ Como cantar com mãos amarradas?

Tomas Toimi:
_ Cante imbecil. Não desamarrarei.

Amarrado
_ Não compreende inutilidade dessa saga? Que páginas foram viradas? Que você,  o único que apesar dos anos, não engoliu? Ela já ficou algumas vezes só, nunca cogitou voltar...

Tomas Toimi:
_ São suas palavras, não dela.

Amarrado
_ Acredite, ela não diria... por respeito aos galhos que ecoaram e um certo cuidado para não dizer ou escrever nada ofensivo pra você.

Tomas Toimi:
_ Você se engana muito fácil com o sorriso de uma mulher. Ela diria tudo realmente? Sobre o passado? Sobre as ligações, sobre os emails, sobre as redes sociais? Acredita mesmo?

Amarrado

_ Acredito! Se não acreditasse não estaria com ela. Se você acredita que posso cair nessas palavras tolas, esqueça. Ela não é mais a pessoa que você conheceu. Ela não sente absolutamente mais nada como anos atrás.

Tomas Toimi
_ Por isso mesmo acredito, com a evolução dela durante esse tempo, ela possa me enxergar agora. Você é um pé-rapado perto de mim. Você é um nada perto do que construí.

Amarrado
_ E isso importa pra você, e nessa ânsia louca acredita que pra ela também.

Tomas Toimi
_ Tirei sua mordaça para você cantar o que ela mais gosta de ouvir, não para discutirmos o que você nunca mais terá com ela, imbecil... Mostre-me a voz! Mostre-me!

Amarrado
_ O que cantarei serão os poemas que escrevi. O que vem de mim é o que ela mais aprecia. Precisa compreender isso, seguir longe sua vida. Não queira manter um fio de contato infantil com esperanças desesperadas. Sua saúde mental passa ao largo daqui. Porque não começa esquecendo que existo? E depois começa a procurar alguém que lhe compreenda? Ela não te ama. Quer um discurso meu? Quer minhas palavras mais sinceras a respeito da mulher que não te ama mais?

(Tomas acerta o pé-de-cabra na cabeça do amarrado. Olha-o. Sorri ainda mais)
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Fotos e texto: Eliéser Baco (copyright - Todos os Direitos Reservados)
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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

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