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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Manhã nova, reascender

Um Grande Poeta, Arquiteto do Universo, estaciona seu olhar na magnitude de sua criação. Olhos apreensivos em torno de cada um que pôde tocar com as palavras certas no palpitar morno, por vezes arrefecido, de tanto o cotidiano nos tirar de nosso melhor.

O que buscamos é intuitivamente o melhor realmente, para nos safarmos das armadilhas da alienação?

Talvez, em suma, toda a dificuldade do ser humano se dê pelo fato de encarar tudo da maneira que os meios de publicidade querem que encaremos. Parece tão nítido o céu lá fora, e não é, para muitos. Note esses galhos dificultando a passagem da luz. Dão uma sensação boa de sombra e quietude, dentro da máscara eterna que é a megalópole.
Respirar o bem e agir na correção moral parece lenda nos dias contemporâneos...
 Talvez toda nossa ruína se edifique por esquecermos, ainda que momentaneamente, como fazermos para deixar a verdadeira luminosidade entrar.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Notívago



... talvez no século errado, sublinhou no ar o que dissera... e tanto para guardar na memória, exclamou, na tentativa de dissecar pensamentos ate encontrar a frase obscura que pudesse abrir caminho no rascunho notívago. certamente, balbuciou, um tolo, certamente, e quando corretíssimo de estar sozinho, notou um vulto, e arregalou olhos castanhos, tao puros e tao condenados, como todos os olhares das almas que apreciam bons versos.


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Texto e foto: Eliéser Baco (Copyright)

Tomas Toimi - 08 de 09

(CLOSE NAS MÃOS COM SANGUE. PRETO E BRANCO. SOM BAIXO DE RUÍDOS DE MAQUINÁRIO INDUSTRIAL)

Tomas Toimi (voz numa apreensão quase feliz)
_ Paralelamente, sua intuição sobre minha pessoa, infeliz, acertou. Sempre fui dissimulado. Desejos reprimidos. Querendo arrancar do mundo o útero e comer escondido completamente. O útero do mundo daria criatividade para ser aceito, fizesse o que fosse minha manipulação.

(O SOM DO MAQUINÁRIO É SUBSTITUÍDO AOS POUCOS PELO RUÍDO AUMENTATIVO DE UM TREM A RANGER NOS TRILHOS. CLOSE SENDO RETIRADO AOS POUCOS. CORTE BRUSCO PARA OS OLHOS)

Tomas Toimi (Voz sussurrante a aumentar conforme aumenta o volume dos ruídos do trem)

_ Enxergou sempre parte do que deveria meu rapaz. Agora sangra nesse incômodo momento. Provocou a ira dum ser alvo, puto, de atitudes diferentes da que aguardava? Fela, felizmente, é sempre assim. Deixo agora minha máscara. Meus olhos enquadrados em lente míope. Minha visão é futuro, empreendedor que faz dinheiro, planta e colhe o caos direto do teu sangue, imbecil!


(CLOSE AOS POUCOS NOS FERIMENTOS DO HOMEM CAÍDO. CORTES BRUSCOS ENTRE OS DENTES DE TOMAS, OS LÁBIOS, AS MÃOS E OS CABELOS DELE)

Tomas Toimi (Gradativamente áspero assim como os ruídos)
_ Conjecture teu fim, asno. Compactue com o que é verdade imediata, viril. Irei despejar teus restos. Olhe essa foto retirada do teu diário eletrônico. Neblina densa. Esse nevoeiro é metáfora perfeita para minha mente. Minha ação é a locomotiva que passará por cima da sua alma poética e medíocre. Tudo que necessito está na minha conta bancária. Você não passa de um experimento que não deu certo nessa sociedade laboratorial, industrial. Tudo que você cantou e sonhou é apenas um pigarro irritante. Parasita sem noção!  

(CORTES BRUSCOS PARA A PORTA, A JANELA, OS FERIMENTOS, O PÉ-DE-CABRA)

Tomas Toimi(começa a chutar o homem. Pé-de-cabra na mão. Diz pausadamente. Fortemente. Som de trem aumenta)
_ Sangre! Sangre mais! Mais, sangre mais!

(CORTE NA MÚSICA E NOS SONS TODOS. TELA NEGRA A FICAR RUBRA. VELOCIDADE MÉDIA)
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texto e foto: Eliéser Baco (Copyright)

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Génesis

Reencontremos as águas primordiais de nosso caminho. A luz de nossa estrada é amparada pelo firmamento. Os dias são caóticos. Iniciam-se as novas vinte e quatro horas do dia como se não tivessem se extinguido na noite anterior. A pressa domina, a quantidade de informação e afazeres aprisiona; ainda assim, precisamos ser semente, fruto e relva na partitura composta por tantos, a nos desafiar. Separemos a escuridão nas atitudes e deixemos para trás o discurso decorado. Muitos vivem das frases prontas feitas há tanto tempo e nem um pouco vividas. A comodidade e a conveniência impedem-nos de seguirmos o que acreditamos?

 Sejamos luzeiros nas noites mais soturnas e necessitadas de lampejos bons. Não somente para ou por nós,
para os que mais confiam em nossas palavras e ações.  O mar da vida é grandioso e com inúmeras possibilidades, sejamos as próprias criaturas nascidas de nossos melhores sonhos; confiemos que podemos ser as belas aves a multiplicar o verdadeiro sentido do respirar. O início é sempre o motivo mais difícil e consternador. A derrota não é perder, é se deixar amansar pela ruptura que há em nós entre o verdadeiro bem e o que convém na contemporânea sociedade. Vivamos a moral e a ética, antes que só constatemos isso em livros por demais antigos, inteligíveis ao nosso possível debilitado, diminuto, insignificante coração. Existe o que pode ser feito hoje e o que queremos deixar descansar no leito do descaso.  
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(fotos e texto: Eliéser Baco) 

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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

Eliéser Baco - direitos reservados na Biblioteca Nacional