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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Tomas Toimi - 08 de 09

(CLOSE NAS MÃOS COM SANGUE. PRETO E BRANCO. SOM BAIXO DE RUÍDOS DE MAQUINÁRIO INDUSTRIAL)

Tomas Toimi (voz numa apreensão quase feliz)
_ Paralelamente, sua intuição sobre minha pessoa, infeliz, acertou. Sempre fui dissimulado. Desejos reprimidos. Querendo arrancar do mundo o útero e comer escondido completamente. O útero do mundo daria criatividade para ser aceito, fizesse o que fosse minha manipulação.

(O SOM DO MAQUINÁRIO É SUBSTITUÍDO AOS POUCOS PELO RUÍDO AUMENTATIVO DE UM TREM A RANGER NOS TRILHOS. CLOSE SENDO RETIRADO AOS POUCOS. CORTE BRUSCO PARA OS OLHOS)

Tomas Toimi (Voz sussurrante a aumentar conforme aumenta o volume dos ruídos do trem)

_ Enxergou sempre parte do que deveria meu rapaz. Agora sangra nesse incômodo momento. Provocou a ira dum ser alvo, puto, de atitudes diferentes da que aguardava? Fela, felizmente, é sempre assim. Deixo agora minha máscara. Meus olhos enquadrados em lente míope. Minha visão é futuro, empreendedor que faz dinheiro, planta e colhe o caos direto do teu sangue, imbecil!


(CLOSE AOS POUCOS NOS FERIMENTOS DO HOMEM CAÍDO. CORTES BRUSCOS ENTRE OS DENTES DE TOMAS, OS LÁBIOS, AS MÃOS E OS CABELOS DELE)

Tomas Toimi (Gradativamente áspero assim como os ruídos)
_ Conjecture teu fim, asno. Compactue com o que é verdade imediata, viril. Irei despejar teus restos. Olhe essa foto retirada do teu diário eletrônico. Neblina densa. Esse nevoeiro é metáfora perfeita para minha mente. Minha ação é a locomotiva que passará por cima da sua alma poética e medíocre. Tudo que necessito está na minha conta bancária. Você não passa de um experimento que não deu certo nessa sociedade laboratorial, industrial. Tudo que você cantou e sonhou é apenas um pigarro irritante. Parasita sem noção!  

(CORTES BRUSCOS PARA A PORTA, A JANELA, OS FERIMENTOS, O PÉ-DE-CABRA)

Tomas Toimi(começa a chutar o homem. Pé-de-cabra na mão. Diz pausadamente. Fortemente. Som de trem aumenta)
_ Sangre! Sangre mais! Mais, sangre mais!

(CORTE NA MÚSICA E NOS SONS TODOS. TELA NEGRA A FICAR RUBRA. VELOCIDADE MÉDIA)
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texto e foto: Eliéser Baco (Copyright)
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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

Eliéser Baco - direitos reservados na Biblioteca Nacional