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domingo, 23 de março de 2014

Tomas Toimi - 09 de 09

(CORO)
Tudo atravessa o coração humano. Contemporaneamente, tudo fragmenta quase todos. Qualquer coisa corrompe, qualquer benefício, miniaturas de felicidade estampadas nas diversas mídias circenses. Ruptura nos atos mundanos. Tudo vale sacramento em vitória. O homem morreu. Aquele apaixonado pela arte. Tomas Toimi o matou.


Tomas Toimi
_É bem mais que sorriso brilhante,
frasco de materialidade,
Chance nos asfalto dos dias,
Sem rima e isento de obscuridade.



(Caminhou, encontrou seus amigos/amantes. O careca e o energúmeno. Aluguéis. Todos alugam tudo, até a alma e as atitudes. Depois quitam dívida com reza braba, com perdão nos tribunais desonrados por ouro, prata e escravas pós-modernas)

Tomas Toimi
_ No dia de ontem, um jovem senhor foi encontrado morto na Avenida da Cruz Preta, próximo ao Hospital do Círculo Vermelho. Por meio de sua assessoria de imprensa, a força de polícia particular, paga para salvaguardar contribuintes da região, emitiu nota, “que não tem capacidade de prever crimes passionais, cujo teor parece ter havido naquele endereço”. Mais informações amanhã neste caderno jornalístico.


(Um brinde, todos estão nus. Verão últimas fotos tiradas dela, durante o cortejo. Maliciosamente pegam uns nas coxas e virilhas dos outros, e eles três, parecem felizes. Existe filmagem ainda por assistir.) 



(CORO)
Contemporaneamente, tudo fragmenta. Um amor passado sem mais benefícios, miniatura de felicidade estampada nos olhos dos loucos deste tempo. Mentes difusas a escrever em mídias circenses.  Ruptura, um homem morreu.

Tomas Toimi (os outros se entreolham)
_Venci, inimigo, venci.

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Texto e imagens: Eliéser Baco.
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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

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