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sexta-feira, 18 de abril de 2014

Arritmia

Joguei fora o guarda-chuva. sem lua nem dia tampouco clareza. objetividade da poça d'água na face. admirável falta de destreza. mundo velho vasto imundo esse imóbile trólibo chamado coração. aquiete-se num ramo de folhas daquela vil canção. que nada existe. fóra do cotidiano mastigado, que nada existe. a subjetividade é uma mágoa escarrada na alma antes de nascer. sou um poema freelancer cuspido pelo Deus Pai. que nada. que tudo. a tormenta dos ventos em versos balsâmicos tropeça na pedra, que sou. o caminho dos bigodes de Leminski traz as folhas vampíricas de Trevisan. e nada mais absurdo que arquitetar em prosa rala, minha, os surtos das palavras da manhã. é louco e moreno o rastro de um homem em arritmia
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Texto e foto: Eliéser Baco.
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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

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